sexta-feira, junho 12, 2009

"favores" em cadeia...


Há uns anos atrás arrisquei procurar mais, procurar para além do material, questionei-me, propus-me a descobrir... Presunção naquela altura de que tinha crescido imenso, tinha descoberto "uma certa pólvora", em relação a mim, à vida. Rapidamente percebi que não.

No ano seguinte, num telefonema circunstancial e supostamente "descartável", disse que sim a uma espécie de desafio... foi um sim que não deve ter vindo de mim, pelo menos do consciente, porque significou uma mudança brusca de planos. Foi não premeditado e acho que acabou por traçar um rumo diferente para os meus anos seguintes e, arrisco-me a dizer, para a minha vida. Tudo por um SIM..


Fui além-mares porque queria "fazer bem", acho que a mim, aos próximos, e aos que não eram sequer conhecidos. Um misto de tudo, num novelo de relações, que na sua heterogeneidade, se enrolaram cada vez mais, e daí resultaram frutos bem honrosos.

Fui além-terra, com o carimbo do meu eu, traçado pelas vivências anteriores. Apertei as linhas com quem comigo partilhou a terra de cá. A inquietação, essa, não desapareceu mais... a descoberta foi ainda maior, de quem sai do "pico da santidade" para um outro tipo de humanismo, o do dia-a-dia, o ser-se simples e simplesmente bom.

Numa metamorfose constante, não de valores ou origens, mas do estar, de atitudes, veio alguma serenidade, calmia, foi-se a era da euforia, da ânsia desmedida de uma série de coisas não mais essenciais. A introspecção, a tal que faz crescer e amadurecer. Pensar e repensar. Que seja assim até ao fim dos meus dias. Avanços e recuos. Na procura do ser melhor. Vieram objectivos no campo da responsabilidade "laboral", o querer aprender, talvez recuperar o tempo perdido. Pessoas chave que foram motivação, porque afinal todos vamos tendo pequenas ou grandes missões nas vidas de outros. Certezas, convicções.

Outros desafios. Outras tentativas. Da mesma paixão, do mesmo solo. Num outro estilo, desta programado, pensado. Experiência de vida, aprendizagem sempre, ainda que menor produção. Não deveria ser o contrário?
O mundo dos adultos corrompido e difícil. É uma necessidade aprender a lutar contra ele, a marcar a diferença. Certezas do voltar no meio da incerteza do como.

E num juntar do tudo e do todo, a partida mais recente, num somatório do que faço, do que me apaixona, o tal além-mar, além-terra, a descoberta, a integração da ciência com o humanismo e a humanidade, o falar fulgurantemente do que me inquieta, nas duas vertentes que se fundem.

É como se a vida fosse sendo vivida em catapulta...

Sem comentários: