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quinta-feira, maio 12, 2016

epicrise...


1.juízo crítico e científico de uma doença e sua evolução
2.crise suplementar ou segunda crise que se segue à crise de uma doença"




Gosto de períodos de crise, da turbulência que provocam em mim. Gosto da inquietude ou inquietação, que me faz sair de mim, me desinstala e me ajuda a avançar.
Gosto de superar a minha inércia, a minha estagnação. E normalmente preciso de um abalo para que isso aconteça.
A sensação de não controlar o futuro, a percepção de que nem tudo depende de mim.. leva-me a procurar a aceitação, bem diferente da resignação. Impulsiona uma pró-actividade adormecida. 
Posso, pelo menos, mudar o que de mim depende. Isso posso. E por isso devo.
Recordar (sempre o recordar de trazer ao coração) que o melhor para mim pode não ser o óbvio, o desejado. Porque os desejos são perigosos. E confiar. Confiar. Mas tentando sempre ser "o mais".

 

domingo, maio 11, 2014

das pequenas coisas...


Uma semana em minha casa e já têm pétalas a morrer..
Não me dou com plantas.
Digo que não gosto de flores. Mas talvez as flores não gostem de mim. Porque não as mimo.
Vou tentar esforçar-me com esta planta.
Como exercício de me esforçar com o que menos empatizo. 

quarta-feira, março 20, 2013

"trialidade"...


vivo na busca inquietante deste equilíbrio...



A família: sempre. Já o disse. Repito. A família é amizade, formação, suporte, sustento.
Muitos. Gosto que sejamos muitos.

O trabalho é realização, desafio, intervenção, vivência em sociedade.
Faço o que gosto. Muito. 

O lazer são amigos, é sol,  ar puro, energia, regozijo, rejuvenescimento, enriquecimento.
Gosto de ter muitos (e bons) e amigos. E de gostar de fazer várias coisas com eles.

A gestão do tempo a distribuir a cada qual é fonte de conflito, de dúvida e ansiedade. A gestão de laços, afetos, pessoas, prioridades é, simplesmente, inquietante.


sábado, fevereiro 02, 2013

fenómenos...


Constatei que há dois fenómenos (que considero interligados entre si) que acontecem com o processo natural de crescimento-'responsabilização'-envelhecimento.


O primeiro é a nossa capacidade de adaptação às diferentes situações da vida, sejam elas favoráveis ou não, agradáveis ou não, simplesmente mudanças mais ou menos inesperadas. Na linha que separa (ou une) a resiliência da acomodação, vamo-nos gradualmente 'moldando' às adversidades, contrariedades, até atingirmos uma espécie de equilíbrio mental ou paz interior - até nos sentirmos (razoavelmente) bem conosco e com o nosso 'habitat'.
Vejamos o momento em que vivemos - temos toda uma sociedade a adaptar-se à chamada "crise". Não esquecendo as dificuldades e precariedade que algumas pessoas vivem, há uma atitude de mudança e adaptação global. As pessoas aprendem a viver com ordenados mais baixos, a centrar-se no essencial e desprender-se do mais supérfulo. Reinventam-se e constroem-se ideias numa explosão de criatividade e originalidade.
E este fenómeno acontece nas 'grandes crises' como nas pequenas, as do dia-a-dia, de casa, do trabalho, das relações.


O segundo fenómeno prende-se com um processo errático de interiorização do padrão de normalidade.
A título de exemplo: Qualquer ser humano sensato considera que trabalhar 24h seguidas ou 24h+8h ou 24h+12h (...) é absurdo (por razões várias que não preciso explicar). E quando eu era estudante também achava isso absurdo.... e quando comecei a trabalhar achava absurdo mas comecei a fazer o mesmo porque "tinha que ser", e se os mais velhos e os meus pares também faziam... agora dou por mim a achar isto normal, já não é absurdo, é assim mesmo! E quem chega de novo e não quer ser sujeito a este desgaste só pode estar na profissão errada...
É esta distorção dos padrões de referência, da normalidade, que vai acontecendo ao longo do tempo, como resultado da tal "adaptação ao meio ambiente".
E, às vezes, acontece-me já não saber o que normal ou 'aberração'...

sexta-feira, janeiro 18, 2013

volatilidade...


Se Deus não existe como posso explicar o mistério do amor? 

Como posso compreender a evolução do homem? Como é que de um universo que ninguém compreende, nasce uma insignificância tal, de nome Terra, onde seres humanos constroem uma história que não podemos sequer aspirar a conhecer. Conjecturamos boa parte da humanidade. Tiramos ilações do que lemos de alguém que escreveu motivado por sentimentos que desconhecemos. Desenhos do passado com o traço subjectivo do pintor inspirado pelo que a alma capta com o olhar.
Eu compreendo a matemática se a estudar e praticar. Mas por mais que eu leia, eu veja, eu procure.. nem eu nem ninguém compreenderá o mistério da vida, da ciência, do homem. 

A História fascina-me.
O homem também. Longe de mim estudar psicologia, filosofia, sociologia.

O sofrimento, as catástrofes, o mal (que em si mesmo e sozinho nada faz), o ódio, a vingança, o calculismo egoísta e a manipulação, o extremismo religioso.
O amor, a generosidade, os sorrisos, os milagres, a felicidade, as relações.

Não falo de Deus. Apenas da minha incapacidade na compreensão do homem, que de tão complexo que é e neste universo tão enovelado, só pode ter sido uma ideia de Deus.

quinta-feira, novembro 01, 2012

human invisible project...


A vulnerabilidade do ser humano consegue estar ao nível da sua capacidade de resistência (psíquica e física) e resiliência.

O corpo humano, numa situação de degradação crónica, vai até ao limite. Como médica vejo os doentes a aguentar.. aguentar.. resistem.. reesitem e, alguns, ficam.
O mandamento de Darwin prevalece no tempo. Os mais fortes vingam.

Mas a fraqueza humana, traduzida numa fragibilidade particular no reino animal (inerente ao que eu gosto de chamar de alma - só nossa) vai sempre abalar a natureza da humanidade.
O homem é um ser extraordinário. Só pode ter sido feito à imagem e semelhança de Deus!

Porque por mais que estudemos, que investiguemos, e façamos grandes descobertas... não alcançamos o mistério da vida e da morte nem a percepção da mente e do corpo no seu limite.
O homem é um ser maravilhoso, de facto.

quinta-feira, junho 09, 2011

desenferrujar II...


( Porque me apetece-me escrever. Não escrever sobre mim. Escrever sobre as pessoas. A vida. O mundo. A crise. O país.
Tenho tido preguiça de pensar.)


Nós pessoas, abençoadas por natureza por termos uma alma e cérebro únicos (pelo menos ainda nenhuma outra espécie conseguiu mostrar o contrário), somos, de facto, seres fascinantes.


Temos esta capacidade de surpreender ou mesmo de ser previsíveis, de ceder, de mudar...

Aquela expressão tão adaptada "mudas de opinião como quem muda de camisa" encaixa que nem uma luva.


Se pensarmos, a quantidade de vezes que negamos à partida uma coisa e que acabamos por aceitá-la com uma naturalidade que nos surpreende a nós mesmos... Daí a outra famosa expressão "nunca digas nunca".


E isto é, ao mesmo tempo, o ótimo* e o péssimo do homem.
Se por um lado nos torna flexíveis, tolerantes, moldáveis (no bom sentido), por outro pisamos constantemente a linha ténue da incoerência, do comodismo, "carneirismo". "Maria vai com as outras", outra célebre expressão.

A dificuldade é mantermo-nos, por entre tantas solicitações, fieis ao que somos, ainda que aprendamos a agir diferente com o outro, a ver "com outros olhos". Porque a tentação de nos transformarmos para sermos aceites, admirados, é grande.

The "match point": equilíbrio e bom senso, as usual!



(*o corretor ortográfico automático do pc agora obriga-me a escrever assim!)

segunda-feira, março 28, 2011

(des)norte...


Em 2003 ouvi de alguém uma partilha inspiradora.
Alguém que conseguiu pôr em palavras as inquietações da alma e que a acalmou, por sinal.


Encontrei esse alguém passados 8 anos.
E esse alguém age em total discordância com as palavras (sábias) de outrora.


Em tempos falava de dons ou da ausência deles. Falava de equilíbrio.


Hoje exibe dons que não tem.
Onde está o equilíbrio?

"Ironia"...?
Tento guardar a partilha como sendo "o certo", o 'olha para o que eu disse, não para o que eu faço'...

E prefiro manter-me sem dons...

sábado, março 26, 2011

feelings...


Há pessoas más. Impacientes. Intolerantes. Têm memória curta. Egoístas.
E que, ainda que tendo bons conhecimentos técnicos e científicos, por tudo isto e ainda algo mais, se tornam maus profissionais.

E eu não tenho que me habituar a isso. Não tenho que me acomodar. Não tenho que aceitar. Não tenho que pactuar, mesmo na minha posição de interna.

Ainda que não possa mudar o mundo, posso não me mudar a mim. Posso evitar ficar como eles. E posso influenciar positivamente quem me rodear para que façam a diferença.

Tenho dito.

sexta-feira, março 11, 2011

aparências não iludem (?)...




Disse-me pela enésima vez: "Tu não eras assim tão fria".
Eu não sou fria. A minha compulsão até é "do coração". Há de facto um "qualquer adjectivo" que me faz parecer fria. Em circunstância bem definidas.
Confunde-se com o procurar ser objectiva e pragmática. Às vezes peco por excesso.
Porque a vida nunca foi demasiado amarga para mim e não sei na realidade o que ela pode vir a custar. Talvez.

Balbuciou, não pela enésima, mas num discurso recorrente, algo do género "és bem complicada, para te aturar é preciso alguém paciente". Sou intolerante. Verdade, mas com os próximos. Apenas.
Os nossos níveis de exigência são sempre maiores com os mais próximos. Porque gostamos mais dos que nos são queridos, queremos o melhor para eles e achamos que o que está na nossa mente é o certo e o tal melhor. Às vezes é difícil controlar os impulsos.

No que concerne a "assuntos de trabalho" sou objectiva (daí a aparência fria) mas atenciosa. Preocupo-me, sou atenta com os doentes, dedico-me, mas, de facto, não os "trago comigo para casa". E não os quero imortais. Como não quero "os meus" imortais.
Nunca perdi ninguém deveras próximo/importante. Não sei o que custa. Visão "virgem"? Talvez.

Em casa fico desconfortável quando me abordam sobre o trabalho, porque a minha pequenez é também a minha insegurança e não tenho as respostas que normalmente querem ouvir nem vendo saúde ou milagres.
Procuro fazer o que está ao meu alcance. Que é (ainda tão) pouco.

Mas, independentemente de tudo, o maior erro é medir frequentemente os outros pela minha própria medida. Em casa ou no trabalho.
Porque nem todos sentem, reagem, pensam, agem como eu. Passo (e passarei) a vida inteira a treinar isto. A treinar ser boa cirurgiã, boa pessoa. Nem demasiado 'egocentrada', nem demasiado acomodada.



quarta-feira, março 09, 2011

sexo dos anjos...


As mulheres esquecem-se frequentemente que os homens não têm bola de cristal. E não têm que ter. Quando se apercebem disso ficam deveras aborrecidas. E em vez de reconhecerem que poderiam ter falado/pedido/perguntado, descarregam neles a frustração de quem não se sente compreendida.

Os homens, por mais que as situações se repitam e alguém lhes explique, não aprendem a usar os 5 sentidos de uma maneira apurada. Já que lhes falta o 6º... e esquecem-se que precisam estar atentos e fingir que têm uma bola de cristal. E surpreender. E levam com a frustração em cima. Nalguns bem feito. Noutros nem por isso.

É por isso que isto é giro. Porque não há bolas de cristal!

domingo, fevereiro 20, 2011

contingency plans (?) ...


"A vida até estava a correr bem"...

[nº x]... mas fiquei provisoriamente (?) "órfã de orientador" no 2º mês de internato...que até estava a correr bem... e que é só a 2ª pessoa chave (depois de mim) da minha aprendizagem, numa altura em que as minhas mãos ainda não cortam nem suturam por si mesmas e em que quase todo o meu trabalho e evolução dependem dele... "c'a ganda porra'...

Aguardo (pacientemente) que volte e vou-me virando à boa moda do ser humano, do tuga e de mim mesma...

"Deus escreve direito por linhas tortas"
Já ouvi esta expressão muitas e muitas vezes. Não consigo ter uma opinião formada acerca da mesma. Consigo "especular uns bitaites"...!?

Tenho muitas (demasiadas?) vezes a sensação de que há pessoas a quem tudo corre naturalmente bem... atingem objectivos com relativa facilidade, com pequeno ou médio esforço e sem muitas contrariedades. Tenho a tentação (major) de pensar que são as que menos merecem... E caio ainda na tentação (terrível) de querer também "ter uma vida assim". (Inveja ridícula!?)
de mim?)

A minha vida é boa. É muito boa! No tempo dos reis eu teria (à nascença) os privilégios da classe nobre...
Tenho é tido algumas (pequenas) contrariedades que me "aborrecem"... nunca é em linha recta. Nunca descarrilei, mas já apanhei os comboios errados e outras vezes eles mudaram de linha sem que eu contasse.... ai metáforas tontas! (Não sou especial, sei!)


Não desanimar... porque não há (tenho) direito!!
Não me queixo. Não posso. Não quero. Não devo. Ainda me resta a consciência do mundo e do outro aqui bem próximo...

E pergunto-me: se fosse tudo fácil qual era a diferença?
Porque há (tem que haver) uma diferença...


"Have you made any contingency plans?"

terça-feira, fevereiro 08, 2011

principezinho...


Às vezes desejamos muito uma coisa. Normal. Humano.
Corremos o riso de ficar obcecados com ela....? Não muito normal, mas acontece. Patológico.

Eu (cá) tenho medo que querer muito (demasiado) uma coisa e depois não saber o que fazer com ela.
Também tenho medo que ficar tão obcecada com algo, que não consiga ver que já tenho algo melhor...


"o essencial é invisível aos olhos"...

(des)integrar...


Os tipos 2 podem ser assim...
A maioria não aceita. Porque destrói a concepção do bom, da perfeição...
Corta a respiração. Aperta na garganta. Humedece os olhos.
Mas pode ser assim.
É também assim.
Há que aceitar e contrariar (integrar).

domingo, janeiro 23, 2011

efemérides...


Nas férias de Natal "arrumei o passado". Um passado que é presente e é futuro, sempre.
Várias caixas compactadas. Postais, cartas, bilhetes. Bilhetes de cinema, concertos, de alguém, meus. Bilhetinhos. 'Coisas'... (não sei como classificá-las), recordações? Todas boas! Tudo é crescimento, maturidade, memória.
Viagens, mapas, anotações, outra vez bilhetes do tudo e nada, de avião, autocarro, comboio. Mais postais.
Adereços? As tais 'coisas'.
Uma vida universitária, bem passada, recheada, vivida. Que vida! Em caixas (!?).
Remexer memórias. Gastei o sorriso da época.
O placard ficou vazio, mas o coração mais cheio. Devia(mos) fazer isto mais vezes. E sim, continuar a guardar bilhetes e 'coisas'.
E deixar desorganizado para daqui a 6 anos (re)organizar e sorrir outra vez, desmedidamente.
Talvez não tenha arrumado o passado, mas sim trazido o passado ao presente, que é parte do tal futuro. Porque nós somos isto mesmo, um acumular de 'coisas'...

to be continued...

domingo, dezembro 12, 2010

'vocação'...


vocação (latim vocatio, -onis)
1. Inclinação que se sente para alguma coisa. = propensão, tendência
2. Disposição natural do espírito. = índole
3.
Inclinação para a vida religiosa.

Não é fácil explicar o que é vocação (e não é particularmente compreensível quando se trata do último significado). Mas há coisas para as quais se sente uma vocação inata (ou ainda que com o tempo adquirida?).

Acho que, de um modo geral, as crianças não são a minha vocação.

sábado, dezembro 11, 2010

"assunto recorrente"...


Foi há cerca de 6 anos (mais coisa, menos coisa). Eu devo ter dito: "Eu sou assim e não vou mudar". O J. "debateu-se" comigo e ganhou a batalha, claramente. Ou melhor, fiquei eu a ganhar, com a sensatez, sabedoria e persistência de um amigo que insistiu comigo na desconstrução desta ideia (que hoje assumo como medíocre).
Vencida a batalha, desde então a guerra é minha ou por minha conta. Ainda tenho o "gritador"* visual, mas tento não precisar dele para me lembrar que "sou assim e posso mudar para melhor".

Curiosamente com outro J. tenho discutido isto, se bem que sem divergência de opinião.
O J. defende que, mesmo quando chegarmos a velhos, temos que manter a capacidade de sonhar, ainda que seja o simples sonho de terminar um livro.
Esta ambição, o objectivo de nos superarmos, de sermos cada vez mais, é a "força motriz" da mudança.

E para isto os '"gritadores" são fundamentais. Saber aceitar críticas construtivas, saber ser humilde e ser "pobre". Das muitas ferramentas que temos à nossa disposição para nos conhecermos, os outros são talvez a mais fiável. Como nos vêem, como nós agimos neles, diz-nos quem somos e em que podemos crescer (ainda que seja doloroso pedir aos outros que nos falem de nós, principalmente quando nos mostram o que não queremos/gostamos de saber).

* gritador - objecto usado nos livros do Harry Potter com a funcionalidade de lembrar algo importante a quem se esquecesse

terça-feira, novembro 16, 2010

olhar ao espelho...


Não gosto de Pediatria. E não sou daquelas pessoas que adora crianças. Sou mais da opinião de que nascem quase todos iguais, aquele "ar de rato" (perdoem-me se firo susceptibilidades). Mas acho que, de certo modo, são criaturas (ups...) fascinantes, porque misteriosas, imprevisíveis, autênticas (até certa idade, ainda dentro da considerada pediátrica).
Não consigo dizer que "as crianças são o melhor do mundo" ou "são maravilhosas", mas gosto que venham a ser pessoas maravilhosas, gosto que nos ensinem todos os dias (podem dar autênticas lições de vida), que nos construam, nos eduquem e nos inquietem (em todos esses sentidos) e que façam parte das nossas vidas, assim como nós adultos, seres heterogéneos, nos enriquecemos pela diferença. As crianças preenchem, completam (às vezes encantam, tudo bem) a nossa vida.


Estou numa enfermaria que tem, acima de tudo, crianças com patologias crónicas graves, com compromisso neurológico. Nem sei como descrever a situação de cada uma delas, sem que os leitores mais sensíveis fiquem "agoniados". São histórias de vida miseráveis e incompreensíveis. Põem qualquer ateu em sentido (de convicção) e alguns cristãos/crentes em "crise"/dúvida.
Eu raramente me interrogo, talvez porque é mais fácil, mais cómodo, mais simples. Mecanismo de fuga?! Mediocridade? A mim impressionam-me tanto como adultos em estado vegetativo (que é o estado em elas estão), mas inquietam-me talvez mais, porque as circunstâncias em que nascem ou em que acabam condicionam em maior escala (parece-me) as vida de tanta gente que tem (ou tinha) tantos sonhos pela frente, expectativas, projectos e, acima de tudo, outras pessoas a quem, igualmente, deveriam dedicar-se.


Quando acordo não me apetece ir tratar destas crianças, porque não gosto deste trabalho e "é uma seca". Talvez não tenhamos todos que ter vocação. Talvez tenhamos que, acima de tudo, ter respeito, consideração, ser conscientes e sóbrios. Mas achei que, no mínimo, devia olhar para elas com medo, com piedade de mim, porque sou, decerto, mais "pequena" ou miserável que qualquer uma delas ou qualquer mãe/pai que ali passam os dias (os meses, os anos...).
Porque me venho sempre embora de sorriso nos lábios, porque esqueço antes de sair da porta aquele cenário, porque talvez nunca seja capaz de compreender, Porque não sou, de todo, solidária ou generosa, o meu voluntariado é "barato" e fácil. Porque tantas vezes me esqueço de agradecer, de olhar com o coração, de fazer mais pelos outros.


Bem sei que não é suposto perguntarmo-nos "porquê". Mas aqui os "para quê's" não têm, igualmente, resposta. E eu (e nós?) tenho a memória muito curta e a alma muito pobre.

sábado, agosto 28, 2010

curtas...



"Happiness: love, laugher, friendship, purpose.. and a dance."



quarta-feira, maio 26, 2010

caminho...


"O Eneagrama é um sistema de classificação de personalidades para ajudar cada um a entender-se e a ir mais longe do que já foi, como pessoa."

No trilho do caminho do DOIS...