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quinta-feira, maio 12, 2016

epicrise...


1.juízo crítico e científico de uma doença e sua evolução
2.crise suplementar ou segunda crise que se segue à crise de uma doença"




Gosto de períodos de crise, da turbulência que provocam em mim. Gosto da inquietude ou inquietação, que me faz sair de mim, me desinstala e me ajuda a avançar.
Gosto de superar a minha inércia, a minha estagnação. E normalmente preciso de um abalo para que isso aconteça.
A sensação de não controlar o futuro, a percepção de que nem tudo depende de mim.. leva-me a procurar a aceitação, bem diferente da resignação. Impulsiona uma pró-actividade adormecida. 
Posso, pelo menos, mudar o que de mim depende. Isso posso. E por isso devo.
Recordar (sempre o recordar de trazer ao coração) que o melhor para mim pode não ser o óbvio, o desejado. Porque os desejos são perigosos. E confiar. Confiar. Mas tentando sempre ser "o mais".

 

quinta-feira, abril 21, 2016

coming back...?

abandonei há tanto tempo que já nem sei que diga, mesmo tendo tanto por dizer...



quinta-feira, novembro 06, 2014

idiossincrasias...


Todos temos as nossas idiossincrasias.
Uns mais que outros.
Mais nuns lugares que noutros.
Ali era a savana.
Aqui é a verdadeira selva.

sábado, julho 19, 2014

feijoeiro...




A capacidade de surpreender e de nos deixarmos surpreender.
A minha avó diz que "o mundo está perdido". Há quem contrarie esta tendência.
Dias bonitos. De pessoas bonitas.
Dias que fazem muito sentido. 
E que vão ficar na história.
Vocês também.


segunda-feira, abril 07, 2014

"o sentido da vida"...

Nunca tinha ouvido falar deste senhor. 
Com a morte dele fui pesquisar o porquê do mediatismo.







Nesta pequena pesquisa tropecei também aqui...


"Imagine life as a game in which you are juggling some five balls in the air. They are Work, Family, Health, Friends and Spirit, and you're keeping all of these in the air.
You will soon understand that work is a rubber ball. If you drop it, it will bounce back. But the four others – Family, Health, Friends and Spirit – are made of glass. If you drop one of these, it will be scuffed, nicked, damaged, even shattered. And it will never be the same.
Work efficiently during office hours and leave on time. Give proper time to your family and friends, and take a decent rest.
Value has a value only if its value is valued"
Bryan Dyson's 30-Second Speech

quarta-feira, março 19, 2014

(in)evolução...


"Grey's Anatomy"...
Não presencio. E afirmo que não deve haver lá no sítio onde eu trabalho..
Mas na verdade talvez seja a minha desatenção ou simplesmente por não ser o mundo com que me identifico, que me faz não ver.

Incomoda-me a leviandade com que se assume a infidelidade. 
Ou a pouca convicção com que se tenta escondê-la.
Deixa-me desconfortável o comportamento estereotipado das classes.
E envergonho-me do que não compadrio sequer.

No fim de contas não consigo olhar as pessoas da mesma maneira.
Ficam na secção da "porreirice", onde cabem os vulgares.



domingo, março 09, 2014

Quaresma 2014...



Não me queixar!


segunda-feira, fevereiro 03, 2014

reCiclar...



Naquele sábado de aleluia, A M.C. disse em palavras aquilo que me atormentava a alma. 
E o que saiu foi assim parecido: " Não tenho nenhum dom. Não sou especialmente boa em nada. Não me destaco.. (etc). Mas descobri que sou equilibrada. Faço bem um pouco de várias coisas. Não sobressaio muito na faculdade, não sobressaio em nenhum instrumento musical, não sou a melhor em propriamente nada, mas sou boa em várias áreas. E tenho que aproveitar isso como um dom também. O meu dom não é ser brilhante em nada, mas ser equilibrada em várias coisas." 

Escolhi Medicina porque isto me ajudou a clarificar-me. Já naquela altura tinha medo e não ser uma óptima médica, de excelência! (como se pudesse só ser boa farmacêutica). Tomei consciência que não tinha perfil  para ser uma excelente investigadora nem uma médica de excelência, mas que podia ser boa farmacêutica ou boa médica, desde que conseguisse ser também boa filha, boa irmã, boa nadadora, boa cidadã, boa amiga, boa madrinha, boa a cantar... 
Não sei se foi um contentar-me em ser boa em vez de óptima, mas sei que essa resolução me deu paz. 

Reencontrei a M.C. por "ironia" (?) da vida num contexto bem mais próximo do que se adivinhava. 
E reencontro novamente esta inquietação. Já não sei se consigo ser boa nisto tudo. Se o equilíbrio é possível com vantagem para todas as partes, sem perdas... 

sexta-feira, janeiro 18, 2013

volatilidade...


Se Deus não existe como posso explicar o mistério do amor? 

Como posso compreender a evolução do homem? Como é que de um universo que ninguém compreende, nasce uma insignificância tal, de nome Terra, onde seres humanos constroem uma história que não podemos sequer aspirar a conhecer. Conjecturamos boa parte da humanidade. Tiramos ilações do que lemos de alguém que escreveu motivado por sentimentos que desconhecemos. Desenhos do passado com o traço subjectivo do pintor inspirado pelo que a alma capta com o olhar.
Eu compreendo a matemática se a estudar e praticar. Mas por mais que eu leia, eu veja, eu procure.. nem eu nem ninguém compreenderá o mistério da vida, da ciência, do homem. 

A História fascina-me.
O homem também. Longe de mim estudar psicologia, filosofia, sociologia.

O sofrimento, as catástrofes, o mal (que em si mesmo e sozinho nada faz), o ódio, a vingança, o calculismo egoísta e a manipulação, o extremismo religioso.
O amor, a generosidade, os sorrisos, os milagres, a felicidade, as relações.

Não falo de Deus. Apenas da minha incapacidade na compreensão do homem, que de tão complexo que é e neste universo tão enovelado, só pode ter sido uma ideia de Deus.

sexta-feira, novembro 09, 2012

cada frase dava um post...





Tenho saudades de cantar. Gosto muito de estar no bloco. Sou muito grata aos meus pais.  A minha avó é um exemplo. Tenho uma sensação estranha relativamente à incerteza do futuro. Gosto de ser optimista. Tenho esperança. Acredito no ser humano. Gostava de andar de veleiro. E de começar a trabalhar às 10h. A miséria humana assusta-me. Não consigo compreender o mundo. Continuo a achar que vivemos em ciclos. Acredito no meu 6º sentido. Mais com os outros. Tenho medo de algumas coisas. Mais de perder o bom senso. Envelhecer não me assusta. Ganhar maus vícios é que sim. Irritam-me as pessoas que não sabem o seu lugar. Irrita-me a inércia. Não sei se quererei emigrar. Continuo apaixonada por Lisboa. Mas não tenho tempo para ela. Concertos e bailados. Teatros e soirées... Fervilho. Gosto de jantares. Tenho muitos amigos e gosto de todos. A família sempre. Cometo muitas falhas no trabalho. Canso-me. Às vezes não falo. Muitas vezes. Já não me lembro de rezar. Podia fazer uma outra coisa além da cirurgia. Mas não era a mesma coisa. Assusta-me o sofrimento dos próximos, a morte que ainda não vivi. Não sou um polvo, lamentavelmente. Leio muito pouco. Devia fazer desporto. E estudar línguas.  Não fomento a minha 'pseudo-cultura'. Gosto de surpreender. Sou preguiçosa para algumas coisas. Perco a paciência mais vezes do que gostaria. Ando 'egocêntricamente' perdida num novelo de sensações. Again.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

lyrics...


"São dias que passam
São horas que vão
São lábios que cantam
São mãos que se dão
E deixam saudades
De não ser assim
Toda a vida de agora

É tempo é tempo
De aprender a ser
Subindo por dentro
E sempre a crescer
Pisando caminhos
Esquecendo talvez
O deserto de ontem sozinho

Tudo quanto penso
Tudo quanto sou
É grande é imenso
É tudo o que dou
E ao dá-lo recebo
E fico maior
Do que sou quando me nego

Criança era outro
Cresci e esqueci
A aposta da vida
Ganhei e perdi
O risco me trouxe
Até ao que sou
Nunca basta a vida que foi"

quarta-feira, dezembro 07, 2011

vicissitudes...



1. Mudança ou diversidade de coisas que se sucedem.
2. Alternativa, variação.

3. Revés.
4. Eventualidade, acaso.


"Só no fim de tudo é que podes avaliar se as tuas opções foram as melhores."

Foram?

sexta-feira, julho 01, 2011

"modus operandi"...


Trabalhar. Chocolate. Rir. Sol. Copos. Companheirismo no trabalho. Viajar. Operar. Dormir. Jantar fora. Mudar de visual. Dançar. Mimo. Família. Mar. Trocas de olhares. Amigos. Cantar. Livros que entusiasmam. Concertos. Calor. Borboletas na barriga. Uma semana na neve. Vinho. Boas companhias. Comer marisco. Bons perfumes. Viajar de mochila às costas. Sorrisos malandros. Andar num barco à vela. Dar jantares na minha sala. Sair à noite. Ouvir boa música. Arriscar.

quinta-feira, junho 09, 2011

"modo qb"...


Eu disse: "Eu tenho um longo namoro pela frente com as imagens" (referia-me a qualquer tipo de exames de radiologia). O meu tutor retorquiu: "Não te entusiasmes demasiado, as grandes paixões normalmente dão asneira, é melhor ir com calma". Qual interna bem manda, obedeço.

sábado, março 12, 2011

"à rasca" II...



Hoje foi dia de manifestação desta geração não rasca, mas à rasca.

Eu tenho sorte. Não sou da geração da casa dos pais, mas sou da geração que herdou a boa vida (do esforço) dos pais.


E inquieta-me esta situação. Gostei de ouvir que somos todos responsáveis, que somos parte da solução, porque somos também nós parte do problema.
Não podemos exigir emprego para todos os licenciados. Não podemos exigir condições de trabalho sem estar dispostos a trabalhar e a trabalhar bem. Não podemos exigir os nossos direitos e esquecer-nos dos deveres.

Há um certo exagero, ignorância, mesquinhes e aproveitamento político por parte da população, assim como nesta manifestação, mas, efectivamente as coisas não estão bem.
E não consigo sequer arquitectar mentalmente como é que elas se compõem.


A classe política está desacreditada. E as pessoas capazes, instruídas, bem formadas e bem intencionadas são as primeiras a afastar-se da política, a não querer ter nada a ver com isso. Porque a maioria dessas pessoas está bem e sobram (quase só) os medíocres a governar o país.

Eu não sei. Não sou parva, talvez inerte a acomodada no meu bem estar.
Em que posso(podemos) ser útil (úteis)?

"à rasca I"...



Considero-me pouco atenta à situação política e sócio-económica do país. Sou como a maioria dos comuns ignorantes, aliás... vou vendo uns telejornais, leio fundamentalmente as gordas dos diários, ouço rádio e escuto muito os "mais entendidos e informados" que me rodeiam.
Quanto a mim, não é suficiente. Porque, ainda assim, é-me difícil formular linhas de raciocínio minhas. Deveria(mos) ler mais, ouvir mais, investir mais, procurar estar mais ciente dos assuntos que ocupam e preocupam o país (e o mundo).



Os
Deolinda compusera uma canção quase sublime. Os Homens da Luta apanharam-lhe bem o rasto. Vi uma entrevista do protagonista do "grupo revolucionário", surpreendente (em tom positivo). Sabia muito pouco acerca deles até há dias. Ouvi-os na rádio, vi umas coisas em que apareciam; ao bom jeito tuga, cheguei a desdenhar do estilo preconizado. Também eu franzi a sobrancelha quando ouvi que tinham ganho a participação no Festival da Canção. Um franzir de surpresa desagradável. Até que li e pesquisei sobre o assunto.


sexta-feira, março 11, 2011

aparências não iludem (?)...




Disse-me pela enésima vez: "Tu não eras assim tão fria".
Eu não sou fria. A minha compulsão até é "do coração". Há de facto um "qualquer adjectivo" que me faz parecer fria. Em circunstância bem definidas.
Confunde-se com o procurar ser objectiva e pragmática. Às vezes peco por excesso.
Porque a vida nunca foi demasiado amarga para mim e não sei na realidade o que ela pode vir a custar. Talvez.

Balbuciou, não pela enésima, mas num discurso recorrente, algo do género "és bem complicada, para te aturar é preciso alguém paciente". Sou intolerante. Verdade, mas com os próximos. Apenas.
Os nossos níveis de exigência são sempre maiores com os mais próximos. Porque gostamos mais dos que nos são queridos, queremos o melhor para eles e achamos que o que está na nossa mente é o certo e o tal melhor. Às vezes é difícil controlar os impulsos.

No que concerne a "assuntos de trabalho" sou objectiva (daí a aparência fria) mas atenciosa. Preocupo-me, sou atenta com os doentes, dedico-me, mas, de facto, não os "trago comigo para casa". E não os quero imortais. Como não quero "os meus" imortais.
Nunca perdi ninguém deveras próximo/importante. Não sei o que custa. Visão "virgem"? Talvez.

Em casa fico desconfortável quando me abordam sobre o trabalho, porque a minha pequenez é também a minha insegurança e não tenho as respostas que normalmente querem ouvir nem vendo saúde ou milagres.
Procuro fazer o que está ao meu alcance. Que é (ainda tão) pouco.

Mas, independentemente de tudo, o maior erro é medir frequentemente os outros pela minha própria medida. Em casa ou no trabalho.
Porque nem todos sentem, reagem, pensam, agem como eu. Passo (e passarei) a vida inteira a treinar isto. A treinar ser boa cirurgiã, boa pessoa. Nem demasiado 'egocentrada', nem demasiado acomodada.



quarta-feira, março 09, 2011

quaresma...


Reconverter.
Deixar Deus entrar.
Ressuscitar.

O sacrifício para ser mais. Como a cruz.

Não aos heróis.

Sim aos actos heróicos silenciosos.


Longe da santidade.

(Re)descobri que África me deixa(va) mais próxima do essencial, do jejum, do desprendimento, de mim, do outro, de Deus. Mais santa e predisposta à salvação. Daí também a "saudade"? A falta que me faz...

E cá? No difícil (...?) ?

Faziam bem uns EE. Só porque sim.

domingo, fevereiro 20, 2011

contingency plans (?) ...


"A vida até estava a correr bem"...

[nº x]... mas fiquei provisoriamente (?) "órfã de orientador" no 2º mês de internato...que até estava a correr bem... e que é só a 2ª pessoa chave (depois de mim) da minha aprendizagem, numa altura em que as minhas mãos ainda não cortam nem suturam por si mesmas e em que quase todo o meu trabalho e evolução dependem dele... "c'a ganda porra'...

Aguardo (pacientemente) que volte e vou-me virando à boa moda do ser humano, do tuga e de mim mesma...

"Deus escreve direito por linhas tortas"
Já ouvi esta expressão muitas e muitas vezes. Não consigo ter uma opinião formada acerca da mesma. Consigo "especular uns bitaites"...!?

Tenho muitas (demasiadas?) vezes a sensação de que há pessoas a quem tudo corre naturalmente bem... atingem objectivos com relativa facilidade, com pequeno ou médio esforço e sem muitas contrariedades. Tenho a tentação (major) de pensar que são as que menos merecem... E caio ainda na tentação (terrível) de querer também "ter uma vida assim". (Inveja ridícula!?)
de mim?)

A minha vida é boa. É muito boa! No tempo dos reis eu teria (à nascença) os privilégios da classe nobre...
Tenho é tido algumas (pequenas) contrariedades que me "aborrecem"... nunca é em linha recta. Nunca descarrilei, mas já apanhei os comboios errados e outras vezes eles mudaram de linha sem que eu contasse.... ai metáforas tontas! (Não sou especial, sei!)


Não desanimar... porque não há (tenho) direito!!
Não me queixo. Não posso. Não quero. Não devo. Ainda me resta a consciência do mundo e do outro aqui bem próximo...

E pergunto-me: se fosse tudo fácil qual era a diferença?
Porque há (tem que haver) uma diferença...


"Have you made any contingency plans?"

terça-feira, fevereiro 08, 2011

principezinho...


Às vezes desejamos muito uma coisa. Normal. Humano.
Corremos o riso de ficar obcecados com ela....? Não muito normal, mas acontece. Patológico.

Eu (cá) tenho medo que querer muito (demasiado) uma coisa e depois não saber o que fazer com ela.
Também tenho medo que ficar tão obcecada com algo, que não consiga ver que já tenho algo melhor...


"o essencial é invisível aos olhos"...