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quarta-feira, abril 30, 2014
do 25 de Abril...
Nasci há quase 30 anos.
A minha avó contava que as tias da Barroca coziam pão para oferecerem às pessoas que passavam fome. A (Bis)Avó Luzinha oferecia comida às pessoas da aldeia para terem algo que comer.
Lembro-me de não haver estradas no concelho e de demorar 9 horas a chegar a Lisboa.
Lembro-me de construírem uma casa-de-banho para o Sebastião (Deus o tenha...).
Lembro-me do levantamento de necessidades da câmara. Interminável.
Registo as histórias infinitas de miséria, miséria.
Não vejo, mas sei que há quem passe fome, há quem tenha muitas dificuldades, há quem sofra de um modo que não consigo calcular.
Os tempos de crise são cíclicos. São 'targets' de evolução.
Se estamos em crise? Talvez.
Se evoluímos desde há 40 anos. Indubitavelmente.
segunda-feira, março 24, 2014
fa-mí-li-a..
O meu tio que vive no Brasil há 25 anos disse-me que o problema do Brasil (referindo-se às inúmeras dificuldades sócio-económicas) é a ausência da família como a instituição basilar da sociedade.
Não há famílias, não há valores, não há educação, não há hierarquia, não há respeito pelo outro (nomeadamente pelo mais velho) nem pela vida...
Há 30 anos atrás a sociedade maldizia e censurava os que coabitavam sem casar, as mães solteiras, os divorciados, os homossexuais, os que se afirmassem agnósticos ou ateus, todos os que de algum modo se "desviassem do conceito de família cristã".
Hoje estranhos são os que se casam, mais ainda aqueles que se comprometem com uma só pessoa para toda a vida, "ninguém estranha" as mães e os pais solteiros, os divorciados e "os meus, teus e nossos" são uma constante, os homossexuais são "quase uma moda", os que se afirmam cristãos/católicos são vistos como sendo "conservadores" .
O conceito de família mudou ...
fa·mí·li·a
(latim familia, -ae, os escravos e servidores que vivem sob o mesmo
substantivo feminino
1. Conjunto de todos os parentes de uma pessoa, e, principalmente, dos que moram com ela.
2. Conjunto formado pelos pais e pelos filhos.
3. Conjunto formado por duas pessoas ligadas pelo casamento e pelos seus eventuais descendentes.
4. Conjunto de pessoas que têm um ancestral comum.
5. Conjunto de pessoas que vivem na mesma casa.
Quanto a mim, vou constituir família... :)
quarta-feira, março 19, 2014
(in)evolução...
"Grey's Anatomy"...
Não presencio. E afirmo que não deve haver lá no sítio onde eu trabalho..
Mas na verdade talvez seja a minha desatenção ou simplesmente por não ser o mundo com que me identifico, que me faz não ver.
Incomoda-me a leviandade com que se assume a infidelidade.
Ou a pouca convicção com que se tenta escondê-la.
Deixa-me desconfortável o comportamento estereotipado das classes.
E envergonho-me do que não compadrio sequer.
No fim de contas não consigo olhar as pessoas da mesma maneira.
Ficam na secção da "porreirice", onde cabem os vulgares.
quarta-feira, março 20, 2013
"trialidade"...
vivo na busca inquietante deste equilíbrio...
A família: sempre. Já o disse. Repito. A família é amizade, formação, suporte, sustento.
Muitos. Gosto que sejamos muitos.
O trabalho é realização, desafio, intervenção, vivência em sociedade.
Faço o que gosto. Muito.
O lazer são amigos, é sol, ar puro, energia, regozijo, rejuvenescimento, enriquecimento.
Gosto de ter muitos (e bons) e amigos. E de gostar de fazer várias coisas com eles.
A gestão do tempo a distribuir a cada qual é fonte de conflito, de dúvida e ansiedade. A gestão de laços, afetos, pessoas, prioridades é, simplesmente, inquietante.
sábado, fevereiro 02, 2013
fenómenos...
Constatei que há dois fenómenos (que considero interligados entre si) que acontecem com o processo natural de crescimento-'responsabilização'-envelhecimento.
O primeiro é a nossa capacidade de adaptação às diferentes situações da vida, sejam elas favoráveis ou não, agradáveis ou não, simplesmente mudanças mais ou menos inesperadas. Na linha que separa (ou une) a resiliência da acomodação, vamo-nos gradualmente 'moldando' às adversidades, contrariedades, até atingirmos uma espécie de equilíbrio mental ou paz interior - até nos sentirmos (razoavelmente) bem conosco e com o nosso 'habitat'.
Vejamos o momento em que vivemos - temos toda uma sociedade a adaptar-se à chamada "crise". Não esquecendo as dificuldades e precariedade que algumas pessoas vivem, há uma atitude de mudança e adaptação global. As pessoas aprendem a viver com ordenados mais baixos, a centrar-se no essencial e desprender-se do mais supérfulo. Reinventam-se e constroem-se ideias numa explosão de criatividade e originalidade.
E este fenómeno acontece nas 'grandes crises' como nas pequenas, as do dia-a-dia, de casa, do trabalho, das relações.
O segundo fenómeno prende-se com um processo errático de interiorização do padrão de normalidade.
A título de exemplo: Qualquer ser humano sensato considera que trabalhar 24h seguidas ou 24h+8h ou 24h+12h (...) é absurdo (por razões várias que não preciso explicar). E quando eu era estudante também achava isso absurdo.... e quando comecei a trabalhar achava absurdo mas comecei a fazer o mesmo porque "tinha que ser", e se os mais velhos e os meus pares também faziam... agora dou por mim a achar isto normal, já não é absurdo, é assim mesmo! E quem chega de novo e não quer ser sujeito a este desgaste só pode estar na profissão errada...
É esta distorção dos padrões de referência, da normalidade, que vai acontecendo ao longo do tempo, como resultado da tal "adaptação ao meio ambiente".
E, às vezes, acontece-me já não saber o que normal ou 'aberração'...
sexta-feira, janeiro 18, 2013
volatilidade...
Se Deus não existe como posso explicar o mistério do amor?
Eu compreendo a matemática se a estudar e praticar. Mas por mais que eu leia, eu veja, eu procure.. nem eu nem ninguém compreenderá o mistério da vida, da ciência, do homem.
A História fascina-me.
O homem também. Longe de mim estudar psicologia, filosofia, sociologia.
O sofrimento, as catástrofes, o mal (que em si mesmo e sozinho nada faz), o ódio, a vingança, o calculismo egoísta e a manipulação, o extremismo religioso.
O amor, a generosidade, os sorrisos, os milagres, a felicidade, as relações.
Não falo de Deus. Apenas da minha incapacidade na compreensão do homem, que de tão complexo que é e neste universo tão enovelado, só pode ter sido uma ideia de Deus.
domingo, janeiro 08, 2012
nunca digas nunca...
Se apetece emigrar (por uma temporada)? Apetece. Vai ser cada vez mais difícil manter o estilo de vida a que me fui habituando (porque, de todo, não foi sempre assim). Mas com todos os cortes monetários e aumento do custo de vida (porque para mim é só mesmo disso que se trata) eu mantenho a capacidade de viver aqui sem dificuldades, apenas com restrições. (Sei que há muitas pessoas/famílias para quem a situação atual é uma questão de sobrevivência e procuro manter a consciência do outro!)
O "bichinho" de arriscar lá fora vem ao de cima com a situação menos folgada em que vivo (repito, eu!). Mas lá fora as coisas não são mais o "sonho americano". Emigrar nunca foi e não são 'favas contadas'. Os laços estão cá. E sei que aqui posso crescer como pessoa e cirurgiã.
E depois é isto... o provar a nós mesmo que não somos lixo. Nem pensar. Somos exatamente isto...
O "bichinho" de arriscar lá fora vem ao de cima com a situação menos folgada em que vivo (repito, eu!). Mas lá fora as coisas não são mais o "sonho americano". Emigrar nunca foi e não são 'favas contadas'. Os laços estão cá. E sei que aqui posso crescer como pessoa e cirurgiã.
E depois é isto... o provar a nós mesmo que não somos lixo. Nem pensar. Somos exatamente isto...
yes, WE can!
sexta-feira, janeiro 06, 2012
quero perder-me no livro do desassossego...
Hoje foi a última reunião do meu (ex)diretor de serviço. 43 anos naquele hospital. Eu nunca vou estar 40 anos num hospital, provavelmente nem 20... As circunstâncias da vida mudaram. As histórias que ouvimos no nosso passado recente não serão mais as nossas. A sociedade optou pela globalização. Com tudo o que isso traz de bom e de mau. As pessoas adaptam-se. O ser humano é um ser (fantástico) de hábitos. O meu (ex)diretor dizia: " Se eu não acreditar nos homens vou acreditar em quê, em quem...?". Eu também acredito na humanidade e nas leis de Darwin que sempre souberam optar pelo melhor, mesmo não sendo essa a perceção geral...
Crescer não é deixar de ter tempo, é definir prioridades para o tempo que se tem. Na reunião de despedida estavam alunos do 1º ano, uma década mais novos. Partilhei: "Não queria nada ser outra vez aluna do 1º ano". Não tenho saudades do que vivi. Recordo com alegria e tenho, por vezes, uma certa vontade de voltar a sentir o que já senti... mas noutras circunstâncias, as do agora, de quem gere o tempo do não hospital em tempo de relações, de lazer, de cirurgia em casa...
Suspiro na ânsia do ser, querer e poder. Inquieto-me com o Homem, sonho em partir, desejo ser parte de coisas boas, lamento o não chegar a tudo e reajo.
Gosto da insustentável leveza do ser...
segunda-feira, janeiro 02, 2012
quinta-feira, outubro 13, 2011
(quando) na mó de baixo...

Em 2008 pedi resiliência.
Em 2011 tomo consciência que o ser humano é resiliente por natureza. Adapta-se. Tanto se acomoda como se revolta, reage, luta. Vivemos tempos de resiliência. Vivemos quase sempre, se reportarmos às vidas das nossas gerações anteriores.
Urge ser resilente no dia-a-dia.
sábado, março 26, 2011
feelings...

Há pessoas más. Impacientes. Intolerantes. Têm memória curta. Egoístas.
E que, ainda que tendo bons conhecimentos técnicos e científicos, por tudo isto e ainda algo mais, se tornam maus profissionais.
E eu não tenho que me habituar a isso. Não tenho que me acomodar. Não tenho que aceitar. Não tenho que pactuar, mesmo na minha posição de interna.
Ainda que não possa mudar o mundo, posso não me mudar a mim. Posso evitar ficar como eles. E posso influenciar positivamente quem me rodear para que façam a diferença.
Tenho dito.
sábado, março 12, 2011
"à rasca" II...

Hoje foi dia de manifestação desta geração não rasca, mas à rasca.
Eu tenho sorte. Não sou da geração da casa dos pais, mas sou da geração que herdou a boa vida (do esforço) dos pais.
E inquieta-me esta situação. Gostei de ouvir que somos todos responsáveis, que somos parte da solução, porque somos também nós parte do problema.
Não podemos exigir emprego para todos os licenciados. Não podemos exigir condições de trabalho sem estar dispostos a trabalhar e a trabalhar bem. Não podemos exigir os nossos direitos e esquecer-nos dos deveres.
Há um certo exagero, ignorância, mesquinhes e aproveitamento político por parte da população, assim como nesta manifestação, mas, efectivamente as coisas não estão bem.
E não consigo sequer arquitectar mentalmente como é que elas se compõem.
A classe política está desacreditada. E as pessoas capazes, instruídas, bem formadas e bem intencionadas são as primeiras a afastar-se da política, a não querer ter nada a ver com isso. Porque a maioria dessas pessoas está bem e sobram (quase só) os medíocres a governar o país.
Eu não sei. Não sou parva, talvez inerte a acomodada no meu bem estar.
Em que posso(podemos) ser útil (úteis)?
"à rasca I"...

Considero-me pouco atenta à situação política e sócio-económica do país. Sou como a maioria dos comuns ignorantes, aliás... vou vendo uns telejornais, leio fundamentalmente as gordas dos diários, ouço rádio e escuto muito os "mais entendidos e informados" que me rodeiam.
Quanto a mim, não é suficiente. Porque, ainda assim, é-me difícil formular linhas de raciocínio minhas. Deveria(mos) ler mais, ouvir mais, investir mais, procurar estar mais ciente dos assuntos que ocupam e preocupam o país (e o mundo).
Os Deolinda compusera uma canção quase sublime. Os Homens da Luta apanharam-lhe bem o rasto. Vi uma entrevista do protagonista do "grupo revolucionário", surpreendente (em tom positivo). Sabia muito pouco acerca deles até há dias. Ouvi-os na rádio, vi umas coisas em que apareciam; ao bom jeito tuga, cheguei a desdenhar do estilo preconizado. Também eu franzi a sobrancelha quando ouvi que tinham ganho a participação no Festival da Canção. Um franzir de surpresa desagradável. Até que li e pesquisei sobre o assunto.
Quanto a mim, não é suficiente. Porque, ainda assim, é-me difícil formular linhas de raciocínio minhas. Deveria(mos) ler mais, ouvir mais, investir mais, procurar estar mais ciente dos assuntos que ocupam e preocupam o país (e o mundo).
Os Deolinda compusera uma canção quase sublime. Os Homens da Luta apanharam-lhe bem o rasto. Vi uma entrevista do protagonista do "grupo revolucionário", surpreendente (em tom positivo). Sabia muito pouco acerca deles até há dias. Ouvi-os na rádio, vi umas coisas em que apareciam; ao bom jeito tuga, cheguei a desdenhar do estilo preconizado. Também eu franzi a sobrancelha quando ouvi que tinham ganho a participação no Festival da Canção. Um franzir de surpresa desagradável. Até que li e pesquisei sobre o assunto.
sexta-feira, abril 16, 2010
terça-feira, março 30, 2010
chiça...
Estava sol, eu estava dispensada do meu "trabalho" logo após almoço e ia pelo Chiado às compras.
Não comprei nada, embora tivesse confortavelmente dinheiro na conta porque sei que no dia 21 de cada mês me vai cair novo salário (para já...). Não me queixo.
Mas passei por uma autêntica multidão, que não tinha fim e que me surpreendia a cada finta que dava por entre os manifestantes. E gritavam, gritavam, gritavam: "Queremos trabalhar!" E os cartazes eram mesmo muitos e pediam trabalho. Eram vozes jovens, sensivelmente na média da minha idade.
Eles (tantos!) gritavam por trabalho.
Não consegui comprar nada 'com o barulho ensurdecedor da multidão'...
Não comprei nada, embora tivesse confortavelmente dinheiro na conta porque sei que no dia 21 de cada mês me vai cair novo salário (para já...). Não me queixo.
Mas passei por uma autêntica multidão, que não tinha fim e que me surpreendia a cada finta que dava por entre os manifestantes. E gritavam, gritavam, gritavam: "Queremos trabalhar!" E os cartazes eram mesmo muitos e pediam trabalho. Eram vozes jovens, sensivelmente na média da minha idade.
Eles (tantos!) gritavam por trabalho.
Não consegui comprar nada 'com o barulho ensurdecedor da multidão'...
segunda-feira, março 29, 2010
formigueiro...

Bangladesh Índia Quénia Angola Moçambique Sri Lanka Butão Brasil Irão Dubai Guiné-Bissau ... ... ...
... alguns dos destinos que me "passaram pelas mãos" na Consulta do Viajante.
E eu realizava-me a perguntar às pessoas o que iam fazer, onde iam ficar, porque tinham escolhido aquele(s) lugar(es), a ver as cores do risco de Malária no mapa, a incentivar as vacinas que já ficam para próximas viagens, a descobrir cidades, cruzar fronteiras...
Desde trabalhadores temporários a famílias, passando por senhoras dos seus 60 anos que viajariam de mochila às costas pelo Irão, que por sinal "é um país bem desenvolvido, mas ninguém sabe!"... é fascinante a mobilidade de todo o tipo de pessoas, o mundo que há para descobrir, de tão variadas formas, as motivações tão diferentes... e o que se pode aprender numa consulta aparentemente rotineira e mecanicamente igual!
É tão bom viajar também assim... ir no ficar!
E eu realizava-me a perguntar às pessoas o que iam fazer, onde iam ficar, porque tinham escolhido aquele(s) lugar(es), a ver as cores do risco de Malária no mapa, a incentivar as vacinas que já ficam para próximas viagens, a descobrir cidades, cruzar fronteiras...
Desde trabalhadores temporários a famílias, passando por senhoras dos seus 60 anos que viajariam de mochila às costas pelo Irão, que por sinal "é um país bem desenvolvido, mas ninguém sabe!"... é fascinante a mobilidade de todo o tipo de pessoas, o mundo que há para descobrir, de tão variadas formas, as motivações tão diferentes... e o que se pode aprender numa consulta aparentemente rotineira e mecanicamente igual!
É tão bom viajar também assim... ir no ficar!
E sentir sempre que há um mundo lá fora que continua à minha espera...
sábado, março 20, 2010
(IV)"A sabedoria que vem da net"

Não fui a única a achar bem interessante o tema.. na capa online do Expresso, talvez o resumo de quem faz isto profissionalmente;)
quinta-feira, março 18, 2010
(II)www...

1 - 'Daqui a alguns (poucos?) anos os Robots (forma do expoente da Inteligência Colectiva) poderão comunicar com as pessoas, ajudá-las... substitui-las!!'
2 - 'Vivemos nesta era, sob uma 'sombra de informação': "Web Square".
«Quando usamos a Via Verde, quando pagamos com o cartão multibanco/crédito, quando não dispensamos o telemóvel do bolso...» No futuro os objectos terão uma localização relativa, porque cada objecto, à semelhança do que hoje acontece no mundo ocidental com a maioria dos seres humanos, terá um URL...»'
'Se isto é bom ou mau não é, de todo, a questão certa. Isto existe só por si. Na sua essência, a tecnologia, como as redes sociais ou a globalização, são aquilo que quisermos que elas sejam. E é uma escolha pessoal usar ou não as ferramentas das novas tecnologias, sabendo "o preço a pagar". A inevitabilidade da "sombra" e dos avanços da ciência arrecadam os seus perigos e riscos.'
Enquanto "visão do futuro" submeto a inteligência para a boa utilização dos instrumentos e ferramentas que o futuro nos proporcionará.
(I)"Visões sobre o Futuro"

'Como exemplo simples na compreensão do conceito temos algumas redes sociais que tão bem conhecemos, enquanto resultado de uma diversidade de indivíduos, com diferentes julgamentos, que trabalham em prol de um todo, de um objectivo comum, e tiram partido da motivação de grupo. Na sequência destas características, essenciais a bons frutos da Inteligência colectiva, o Google, que, ad initium, retratava na perfeição as vantagens deste conceito, retrata, hoje em dia, os perigos do mesmo, enquanto fonte de informação "viciada", "fraca", movida por 'números', mais do que por qualidade.'
'A web 2.0 é, igualmente, fruto da colaboração e da cooperação de indivíduos e organizações, que puseram o poder da computação e mente humana ao serviço do progresso e do conhecimento, sendo, por isso, fruto reconhecido desta Inteligência colectiva.'
No campo da humanidade, em que sempre me entendo, apliquei o conceito de Inteligência colectiva aos campos profissional, da solidariedade, do desenvolvimento e da sociedade em geral... Qualquer coisa com base em boas motivações, heterogeneidade e esforços conjuntos e convergentes, só pode dar bons frutos de trabalho colectivo e inteligente. "As melhores decisões colectivas são produto do desacordo e do 'não consenso'". A diferença, quando bem orientada, é motor de evolução, construção, descobertas, de passos em frente!
por António Câmara
segunda-feira, março 15, 2010
inquietações...
Não tenho medo de envelhecer. Nem de ganhar rugas ou cabelos brancos. No fundo vejo isso como um futuro bem distante e talvez não real. Confio que as minhas expressões serão sempre minhas, autênticas e genuínas e que o sorriso manter-se-á! Acho que vou ter genica "eterna" e ser autónoma até ao meu fim e, quando não o for, "deposito-me" aos cuidados de alguém, diga-se, de alguém capacitado e profissional.
Pode ser comentado como "contar com o ovo no cu da galinha". Esta vida que tem dias de madrasta adora trocar-nos as voltas.

Esta noite 'sonhei um sonho estranho'. E vi uma realidade que é bem capaz de existir talvez não muito longe, mas que nunca vi de perto. Vi velhos abandonados à sua sorte que padeciam de cuidados e afectos. Uma situação apavorante, quem nem sou capaz de descrever por palavras, pelo impacto que me causou no acordar sobressaltado. Senti de perto o que não imagino que me possa acontecer, mas isso não me fez sentir melhor ou aliviada, pelo contrário.
A temática da velhice é pouco abordada e pouco acompanhada, ainda que muitos esforços tenham sido feitos nos últimos anos. Acredito que a essência do problema passa pela educação (ou falta dela) que recebemos em casa. Os laços cada vez mais ténues não nos fazem sentir como nossos os avós e "seus contemporâneos". A globalização e mobilidade são achas fortes desta fogueira, o egocentrismo e individualismo, acendalhas.
Vivemos cada vez mais afastados da família e sem uma "noção de conjunto", de origens, de gratidão e hierarquias. Temos memória curta ao que fizeram por nós, no que nos é ascendente.
E tudo isto alimenta o isolamento e afastamento de gerações, a fraca interligação e co-aprendizagens, a passagem da mensagem (sabedoria) e testemunho, e vivemos num ciclo vicioso... em que os novos acreditam que serão jovens para sempre e os velhos se lamentam do que não construíram para si em novos, porque tudo quiseram dar aos "seus"...
Pode ser comentado como "contar com o ovo no cu da galinha". Esta vida que tem dias de madrasta adora trocar-nos as voltas.

Esta noite 'sonhei um sonho estranho'. E vi uma realidade que é bem capaz de existir talvez não muito longe, mas que nunca vi de perto. Vi velhos abandonados à sua sorte que padeciam de cuidados e afectos. Uma situação apavorante, quem nem sou capaz de descrever por palavras, pelo impacto que me causou no acordar sobressaltado. Senti de perto o que não imagino que me possa acontecer, mas isso não me fez sentir melhor ou aliviada, pelo contrário.
A temática da velhice é pouco abordada e pouco acompanhada, ainda que muitos esforços tenham sido feitos nos últimos anos. Acredito que a essência do problema passa pela educação (ou falta dela) que recebemos em casa. Os laços cada vez mais ténues não nos fazem sentir como nossos os avós e "seus contemporâneos". A globalização e mobilidade são achas fortes desta fogueira, o egocentrismo e individualismo, acendalhas.
Vivemos cada vez mais afastados da família e sem uma "noção de conjunto", de origens, de gratidão e hierarquias. Temos memória curta ao que fizeram por nós, no que nos é ascendente.
E tudo isto alimenta o isolamento e afastamento de gerações, a fraca interligação e co-aprendizagens, a passagem da mensagem (sabedoria) e testemunho, e vivemos num ciclo vicioso... em que os novos acreditam que serão jovens para sempre e os velhos se lamentam do que não construíram para si em novos, porque tudo quiseram dar aos "seus"...
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