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terça-feira, agosto 24, 2010

"bicho à solta"...


Não me lembro ao certo como é que a conversa começou...talvez por estar a espreitar as fotos, tinha acabado de ler o mail, talvez porque falo de vocês com frequência e facilidade.

Ela (minha superior hierárquica do momento) perguntou que faziam vocês na Guiné, no mesmo tom de sempre, de desdém, porque não teriam conseguido arranjar empego cá. Eu disse que ambos se tinham demitido para partir. Tal como o teu chefe, incrédula, ela não conseguiu argumentar, tentou, tenta sempre, no seu jeito tonto e derrotista, mas desistiu. Não lhe consegui dizer, tal como tinha dito semanas antes a um enfermeiro, que estavam simplesmente a ser felizes, ela não ia compreender.

Ela não comprendeu. Quase ninguém compreende. Acho que porque não vivenciam, porque é uma reallidade demasidado distante, televisiva. Só pode ser isso!
É-nos incutido que trabalhar é bom, ganhar dinheiro é bom, constituir família é bom, arriscar qb é bom, a segurança é boa. Ninguém nos incute que há outros modos de vida que são igualmente bons, e que podem inclusivé ser melhores para alguns 'comuns mortais'. E só vivendo se pode compreender. É, por isso, quase inútil tentar explicar.


À tarde uma amiga comum dizia-me que "a vida dela era uma espécie de dilema, entre as 'fotos' e um bebé". Há decisões que precisam ser tomadas e para as quais o relógio biológico não espera.
Tenho a sensação que a vida aos 20 anos é veloz, o tempo não espera. E a distância física e temporal arrasta consigo os sonhos da 'era dourada'. Ou talvez haja uma espécie de tendência aleatória, ou não.


Eu invejo...
compreendo...
e mantenho-me audaz...



sexta-feira, agosto 07, 2009

lá atrás III...

lá atrás II...

lá atrás...

Num dos fwd's que recebo, "Angola há 35 anos" chamou-me à atenção.
Não vi ainda os vídeos todos do início ao fim, verei.

Há algumas coisas que apertam, de imediato, o coração, sem que tenha lá estado um dia. Mas há também algumas que despertam um estado de inquietação que não consigo explicar, porque são mais os brancos que os pretos nestas filmagens e é notória uma certa atribuição do elevado nível de vida aos brancos e das profissões operárias aos pretos.

Não tiro ilações. Não pretendo nem tenho legitimidade para falar do que não vivi, não vi, não entendo.
Mas África mexe. Mexe e pronto. Desperta os sentidos. Causa taquicardia. Brilho nos olhos. Ansiedade...

Estes vídeos, bons ou maus, tenham a visão que tiverem, mexem. Falam. Transmitem.


quarta-feira, julho 29, 2009

Guiné...

Será que sim?
Desconfiança aliada à esperança, mais uma vez...


"Resultados eleitorais da Guiné-Bissau afastam possibilidade de impugnações - Embaixador de Portugal"


sexta-feira, junho 26, 2009

mundo...

"Guiné-Bissau: Principais candidatos às presidenciais efectuam comícios finais em Bissau

Guiné-Bissau prepara as eleições presidenciais antecipadas de domingo, dia 28 de Junho. Num clima de tensão, os principais candidatos (Malam Bacai Sanhá do PAIGC, Kumba Ialá do PRS e Henrique Rosa que é independente) fazem os últimos comícios da campanha que, esperam, conduza a uma situação de estabilidade e de paz. O enviado especial da Antena 1, Paulo Nuno Vicente retrata o ambiente que se assiste nas principais campanhas dos candidatos mais apontados como fortes."

RTP
Não há comentários possíveis...



(2)


domingo, abril 05, 2009

frutos da Guiné...

Ouvi, por acaso, na Rádio África, no programa "Escrever na água".
Fiquei curiosa. Fica a dica, um livro de poesia da Guiné Bissau...


"Guiné Sabura Que Dói"


"Tony Tcheka, de 56 anos, é um dos poetas que participa da primeira publicação de poesia na Guiné-Bissau, em 1976, em uma antologia intitulada “Mantenhas para quem luta”. Junto com mais 12 poetas, chamados por Mário Pinto de Andrade de “meninos da hora de Pindjiguiti”, faz naquele momento uma poesia engajada, ligada à independência da Guiné-Bissau em 1975. Foi um dos fundadores da UNAE - União dos Escritores da Guiné-Bissau, também é jornalista e agitador cultural."


Um pouco mais aqui e aqui.
(Se alguém souber onde posso encontrar o livro, agradeço a informação)

sábado, março 21, 2009

boas 'novas'...


E porque também há notícias boas, e espero que promissoras e rápidas, para o continente africano:



CAD - Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce da Infecção VIH/SIDA Imprimir

Teste Rápido SIDA

Os testes rápidos vieram facilitar ainda mais a detecção precoce da infecção por VIH. O teste utilizado pelo CAD (o Hexagon) possui uma sensibilidade de 100% e uma especificidade de 99.5%, sendo também de fácil utilização e leitura dos resultados.

 A análise consiste na pesquisa de anticorpos para o VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) tipo I e II.

 Os testes serão realizados pelo teste Rápido e os resultados positivos confirmados por Western-Blot em laboratório (no Banco de Sangue do HESE, com o qual o CAD estabeleceu um protocolo).

Os utentes poderão ser encaminhados, se o desejarem, para outros serviços onde poderão aceder a apoio médico.


OBJECTIVOS GERAIS

 Prevenir a transmissão da infecção pelo VIH;

 Contribuir para o diagnóstico precoce, para que os utentes seropositivos possam beneficiar o mais precocemente possível de cuidados médicos e de apoio psicológico e social;

 Motivar os utentes a assumirem comportamentos que protejam a sua saúde e a dos outros.


OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

 Proporcionar a qualquer pessoa a possibilidade de realizar o teste para diagnóstico da infecção pelo VIH, de forma gratuita, confidencial e anónima;

 Oferecer ao utente de participar um aconselhamento pré-teste, realizado por um profissional de saúde que o ajudará a decidir duma forma informada, proporcionando o respectivo apoio psicológico;

 Oferecer ao utente um aconselhamento pós-teste, ajudando-o a lidar com o resultado, quer seja positivo ou negativo;

 Informar o utente seropositivo ou seronegativo dos recursos existentes para o seu futuro acompanhamento;

 Avaliar com o utente possíveis mudanças do seu comportamento que impeçam a sua infecção e a transmissão a outras pessoas;

 Sistematizar e analisar a informação produzida no CAD de forma a contribuir para o estudo epidemiológico desta infecção, ao nível regional e nacional.



Que sirvam pelo menos para chegarmos aos números reais e que, mesmo descobrindo a calamidade que se prevê, as pessoas se assustem, tomem consciência e as devidas precauções! Lá e cá, que eu acho que muito boa gente se esquece e pensa "que só acontece aos outros"!


sábado, novembro 22, 2008

mundo...



Um pequeno retrato da Guiné-Bissau.



sábado, novembro 15, 2008

mundo...




Amanhã é dia de eleições na Guiné-Bissau.
O que se ouve por cá é sempre tão diferente da realidade de lá ,que não sei em que é que posso acreditar... "Tentam atirar areia para os olhos", mas é o que temos...

RTP

LUSA

JORNAL DIGITAL


"Depois prometeu um governo a pensar nos principais problemas do país, na estabilidade, no saneamento das finanças públicas, na recuperação da energia eléctrica e da água no país, porque "sem água e sem luz não há desenvolvimento"
."


relativo ao discurso de Carlos Gomes Júnior (candidato a Primeiro-Ministro)


No dia em que a Guiné Bissau tiver energia eléctrica e água.... será um dia verdadeiramente feliz...
Mas, às vezes, tenho a sensação que não estive naquele país, mas noutro qualquer... porque é-me tão difícil acreditar e confiar que seja possível que ali algo funcione.


Para os interessados.

quarta-feira, maio 28, 2008

utopias...?


A Declaração do Milénio, adoptada em 2000, por todos os 189 Estados Membros da Assembleia Geral das Nações Unidas, veio lançar um processo decisivo da cooperação global no século XXI. Nela foi dado um enorme impulso às questões do Desenvolvimento, com a identificação dos desafios centrais enfrentados pela Humanidade no limiar do novo milénio, e com a aprovação dos denominados Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (MDGs) pela comunidade internacional, a serem atingidos num prazo de 25 anos, nomeadamente:


  1. Erradicar a pobreza extrema e a fome

  2. Alcançar a educação primária universal

  3. Promover a igualdade do género e capacitar as mulheres

  4. Reduzir a mortalidade infantil

  5. Melhorar a saúde materna

  6. Combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças

  7. Assegurar a sustentabilidade ambiental

  8. Desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento


Foram ainda aí estabelecidas metas quantitativas para a maioria dos objectivos, com vista a possibilitar a medição e acompanhamento dos progressos efectuados na sua concretização, ao nível global e nacional.



segunda-feira, maio 19, 2008

encontros...

























Hoje fui almoçar com um grande amigo, daqueles que vem dos tempos de caloira, quando não vislumbrava sequer o que seria a minha vida por Coimbra. Mas já na altura sabia que podia contar com ele, porque já na altura era das poucas pessoas com quem me sentia em sintonia em vários campos da minha vida, pela sensatez, os valores,
princípios, objectivos de vida... Fomos fazendo um percurso mais ou menos semelhante, com alguns encontros e desencontros. Estudamos o mesmo curso, na mesma faculdade, fizemos ambos Erasmus no país da língua romântica, interessa-nos o mundo e as viagens, as pessoas e o seu lado humano. Faltava-nos um ponto de ajuste. África. Hoje fomos almoçar, não só porque gostamos de nos manter informados acerca um do outro, nesse processo a que chamam de amizade, mas também porque ele regressou de um mês em África há pouco tempo e ainda não tínhamos tido oportunidade de partilhar os sentimentos, as desilusões, as angústias, as ideias reformuladas depois de pisar a realidade africana. Quando ele saiu do carro fiquei a pensar sozinha na conversa que tivemos. Apercebi-me que vim de África há demasiado tempo, se não estou em erro, 3 de Setembro de 2005, e quando estamos demasiado tempo afastados de algo, alguém ou algures, reformulamos a nossa imagem para uma imagem romântica, idealista. Quero muito voltar a África, desta a um país ainda mais carente de sonhos, carente de pão, de mãos, de vontades, objectivos, justiça, paz... escreveria mais umas quantas carências. Quero voltar para não esquecer, para lembrar, para sentir. Quero conseguir ver Deus lá, nas pessoas, nos olhares, na terra, nos buracos das estradas, na ausência.. descobri-Lo mesmo onde o mundo é tão pouco digno. Dizia ele.. "é por isso que as pessoas lá não deprimem, não podem ter depressões". Pois não... nós é que deprimimos porque temos acesso a demasiadas coisas, a demasiadas tentações. "Só uma intervenção política podia salvar aquele continente". Utopia pura. O meu pai, "sábio que doí", no fim-de-semana tentou explicar-me a lógica de África. Continente escravo a vida toda, jogado ao abandono. O que esperamos nós afinal? A minha irmã dizia que se até nós portugueses, em democracia há 30 anos estamos como estamos, como queremos ver África em progresso?
Questões de uma história interminável, num continente que em mudança, parece ter estagnado no tempo. Não consigo chegar a respostas, pensar sequer em conclusões. O meu papel é uma incógnita, procuro percebê-lo. A vontade de ser cidadã voltou, o sonho de ver uma África de cidadãos é quase um atentado à inteligência.
Mas anseio para breve o reencontro.


sábado, dezembro 15, 2007

artigos...




Hoje tive a oportunidade de ver o Expresso de ponta a ponta e ir lendo o que me interessava. Fiquei desapontada por falar tão pouco da Cimeira Europa-África... parece que numa semana a importância mediática se desvaneceu ou será que realmente nada foi feito ou dito de relevante?


Li entretanto a crónica do Miguel Sousa Tavares que me deixou meio perturbada e fui ver se a encontrava já on-line para um "copy-past". Um misto de verdade com exagero. Críticas duras "ao circo em que este país se encontra". Nas entrelinhas que chegam a antever um futuro próximo assustador dei por mim a pensar se neste país há apenas "palhaços"!? Creio que não, ainda sim é um "gritador" de consciências.


procurar aqui, onde há mais uns tantos.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

sms...



















«Fui ao cinema.
De cada vez que vejo um filme sobre África fico com a dita "sensação de coração apertado"... às vezes sinto que pertenço lá, mas depois acordo e os bloqueios naturais tomam conta do assunto. Era tão África, tão real em algumas coisas, tanta corrupção... sabes... nós somos mesmo diferentes, assim como os asiáticos, mas eles têm tantas carências... têm a melhor natureza terrestre...tão desvirtuada... isto deixa-me a pensar tanto... qual é o "Para quê" de tudo isto? já que o "porquê" não encontro.. Às vezes penso que todos temos pequenas missões, que tudo tem uma razão de ser, pensei nisto agora no referendo.. a deles é mesmo mais injusta que a nossa. A cruz bem mais pesada...tenho rezado um pouco todos os dias... amanhã queria acordar, não me esquecer do filme e rezar sobre isto... mas vou dormir.. a taquicardia passa, a minha vida continua, do mesmo ponto em que estava... e o mundo continua a girar, sem que eu altere os acontecimentos, porque afinal sou consciente e sei que não posso mudar o mundo!


Mas há sempre a "torre de Babel"... e o desencadear dos acontecimentos (...)»




Em directo!!