quinta-feira, abril 16, 2009

em dias de chuva...



Como a maior parte dos mortais do mundo ocidental, sigo alguns blogs.
Já há uns dias que não fazia a ronda e deparei-me, num dos blogs de pessoas que não conheço, com uma onda de mudança, de optimismo e felicidade interior.
Fiquei com um misto de sensações entre: alegria porque a pessoa em causa, finalmente, se mostra feliz; esperança, por perceber que pode demorar, mas é possível voltar a sentir plenamente aquela sensação; "inveja", porque eu continuo à espera; inquietação, que me move entre a esperança, a alegria, o desânimo, a paciência ...


Transportou-me para outras reflexões, acho que recorrentes, talvez mais do mesmo.



É importante saber esperar sem desesperar. É importante mantermo-nos alegres e perseverantes. Procurar estar e agir no sentido do bem, para nós e para os outros. E inquietarmo-nos e desinquietarmo-nos, porque a agitação interior faz-nos reagir. "O medo faz-nos perder a consciência", mas faz-nos também ganhar coragem para arriscar e para nos transcendermos.


Tenho-me apercebido estes dias que a vida pode ser, e é, extraordinária, mas os dias não são todos extraordinários, nem as semanas, nem os meses. E tenho a sensação que quanto mais se cresce mais duras são as opções que a vida nos impõe e isso requer maiores níveis de atenção, para que as consequências/frutos das escolhas que fazemos sejam o melhor possível, dentro do que é possível. Tenho tido a sensação de que a vida não é, nem se avizinha, de facto, fácil e doce. O que não faz dela (de todo) má, apenas exigente, às vezes de mais.



Por outro lado a vida é feita por nós. O acaso tem um peso
minor. Mas o papel do outro, se por vezes nos liberta, outras vezes limita-nos. "A minha liberdade acaba quando começa a liberdade do outro". Continuo a ter alguma dificuldade em perceber e interpretar esta frase. Mas tem o seu 'Q' grande de verdade. E o "agir como se tudo dependesse de mim" é uma falsa verdade, porque muito pouco depende de mim, a partir do momento em que vivo em sociedade e interajo.


Haja optimismo! Regressem os dias de sol!


segunda-feira, abril 13, 2009

Aleluia!Aleluia!



Sábado de Aleluia!

1 - O Forno 'da minha aldeia', onde nasci e vivi na infância, era todo em pedra. Com o tempo foi sendo modernizado e agora tem tecto de cimento e 2 janelas com telhas de vidro, para deixar entrar a luz. Tem capacidade para cerca de 25 pães.
Desta vez, cozeu 22 pães, 65 fálgaros e uma bola de carne.
O meu dia começou cedo (para férias), mas o pão já estava amassado! Ainda assisti ao amassar dos fálgaros e ajudei em tudo o que a minha avó pediu e permitiu.


2 - Lembro-me daquela cozinha no andar de baixo e dos jantares em família. Éramos muitos, mas sentávamo-nos todos à mesa, uma mesa comprida. Desta vez tivemos que usar o balcão do "mini-bar", uma mesa extra e, ainda, revezarmo-nos na mesa principal, para jantarmos todos. Um dos meus tios mais velhos foi buscar a guitarra portuguesa e começou a tocar (um pouco desafinada) e as minhas tias e primas começaram a cantar, de copo na mão e xaile às costas. Em tom muito desafinado e várias mudanças de tons em cada verso. Cantei também, acho que desafinei como todos.


3 - A minha avó tem 76 anos. Queria ter a força dos braços nas pernas e conduz um tractor vermelho com mais de 30 anos. Faz duas fornadas num sábado e dá metade do que coze.


Recordar (no duplo sentido de quem lembra e traz ao coração).
Numa das vezes que fiz o caminho de casa da avó ao forno da aldeia, lembrei-me de uma frase que ouvi no último filme que citei: "Lembra-te das tuas origens..." "Mantém-te íntegra, lembra-te quem és e de onde vens."


terça-feira, abril 07, 2009

recomendo...

Persepolis

Do filme:

1 -
O direito à i
gualdade. A igualdade no que refere ao ser humano, que nasce desigual e vive desigual, consoante a parte do mundo em que está inserido.
Fui ver o filme com a expectativa do mesmo retratar o papel da mulher num contexto islâmico, num contexto de guerra. E por, isso, antes de ir para lá, permiti-me pensar que não consigo, de todo, compreender esta "eterna guerra de sexos" e muito menos a sua origem. O que devia ser complementaridade, crescimento, aprendizagem, é, (arrisco-me a dizer) na maior parte do mundo, desigualdade e injustiça. E não consigo compreender de onde vem, o que motivou a "supremacia" do masculino e a "minimização" do feminino. O direito à igualdade incorpora o direito à diferença, à heterogeneidade, à cumplicidade. Pelo menos assim deveria ser.

Paralelamente a isto está a eterna questão das diferenças culturais (serão?), civilizações, fundamentalismos, união, liberdade (ou falta dela), medo, repressão, emigração, sobrevivência, e o factor 'acaso', que define os direitos e os não direitos com que nasce uma pessoa, e todas as consequências inerentes ao mesmo
(que, quanto a mim, foi o ponto central do filme).

2 -
Somos pequenos e limitados. Eu sou. Descobri ontem que data de 1978 (só e somente 31 anos) a dita "revolução" iraniana que traduz lindamente a expressão: "andar de cavalo para burro". E senti-me miserável porque não posso dizer que "sei tão pouco", quando não sei nada! História, culturas, política, guerras, estados sociais... o mundo, o nosso mundo, este em que eu vivo, e nós vivemos, e em que fui abençoada ao ter nascido em terras lusas, e isso me deveria dar mais deveres que direitos (como ouvi uma vez do Dr. Fernando Nobre)... E o meu (nosso) papel de cidadã(os) começa na informação e actualização. A tomada de consciência e o conhecimento são o primeiro passo.



dizem-me...



(...) o meu 'barómetro' diz-me que ando demasiado 'em baixo'...





segunda-feira, abril 06, 2009

sugestões...


No cinema













Gran Torino
- Uma lição de vida...



Na TV














NÓS
- Domingo +/- 10h

















Câmara Clara
- Domingo +/22h30


















Conta-me como foi
- Domingo +/ 21h20


domingo, abril 05, 2009

frutos da Guiné...

Ouvi, por acaso, na Rádio África, no programa "Escrever na água".
Fiquei curiosa. Fica a dica, um livro de poesia da Guiné Bissau...


"Guiné Sabura Que Dói"


"Tony Tcheka, de 56 anos, é um dos poetas que participa da primeira publicação de poesia na Guiné-Bissau, em 1976, em uma antologia intitulada “Mantenhas para quem luta”. Junto com mais 12 poetas, chamados por Mário Pinto de Andrade de “meninos da hora de Pindjiguiti”, faz naquele momento uma poesia engajada, ligada à independência da Guiné-Bissau em 1975. Foi um dos fundadores da UNAE - União dos Escritores da Guiné-Bissau, também é jornalista e agitador cultural."


Um pouco mais aqui e aqui.
(Se alguém souber onde posso encontrar o livro, agradeço a informação)

sábado, abril 04, 2009

no abstracto...



















Dizia uma pessoa amiga, há dias, qualquer coisa como: "Não se pede amor". Ao que eu diria que o amor, de facto, não se pede, muito menos se pedincha.


Numa visão mais abrangente pode-se falar de amor, tal como de amizade e de afectos. Sejam sentimentos ou gestos, manifestando-se de variadas formas, são gratuitos e, na sua essência, desinteressados.

Estudos recentes dizem que são fruto de mecanismos cerebrais, explicáveis portanto, contrariando a velha teoria do que não se explica, o universo da alma e do coração.


Em qualquer caso, a amizade dá-se ou retribui-se, o amor faz-se sentir e os afectos são talvez a manifestação visível e palpável deste "universo". Não se pedem. Porque quando se chega ao ponto de "pedir", de formas explícitas ou implícitas, conscientes ou inconscientes, entra-se no campo da exigência desmedida, da insistência desmesurada, em que o outro se sente ameaçado, sente a sua liberdade posta em causa. Entra-se no campo da insegurança e desconfiança, numa ruptura inconsciente que motiva, de parte a parte, a gestos e atitudes que nada têm a ver como amor e/ou amizade.

E, por razões objectivas ou por "razões que a própria razão desconhece", as dissonâncias no ser e no estar acontecem. E, a certa altura, vive-se uma situação unidireccional, em que apenas um dos lados procura e se dá. O difícil é perceber quando se atinge o tal ponto 'sem retribuição', o ponto em que é quase 'inevitável' pedir.

E é preciso estar atento para se saber quando a motivação é virada para fora ou para dentro. Quando não 'insistir' é a melhor forma de fazer bem ao outro e a si mesmo.
E pensar que, no universo, "nada de perde, tudo se transforma".



sexta-feira, abril 03, 2009

há dias...



sábado, março 28, 2009

árido...







sexta-feira, março 27, 2009

inquietações....



Penso várias vezes na vocação dos professores. Ensinar e explicar a quem não tem capacidade de compreensão e apreensão pode ser uma tarefa bem difícil, bem ingrata.

É tremenda a sensação de impotência, de frustração e tristeza, quando tento explicar ou fazer perceber o óbvio. E não se trata do que é óbvio para mim e menos óbvio para alguém, refiro-me ao que é claramente perceptível por quem mantém inalterado, cognitivamente, o estado de consciência e de raciocínio.

Chega a ser desesperante a percepção, de fora, do que está certo ou errado, do que está bem e mal, e de como as coisas são simples e resolúveis. E este desespero cresce quando se esgotam as palavras, os gestos, os argumentos, as justificações, as imagens; quando se esgotam as ferramentas...


Isto há-de acontecer com alguns professores relativamente a alguns alunos que não têm, por razões várias, inatas ou adquiridas, a tal capacidade de encaixe. Isto acontece no consultório, acontece com pessoas que nos são próximas.

Dá a sensação que do lado do receptor há um 'bloqueio cerebral' que não deixa ver, ouvir, perceber... e a impotência vem quando se sente a pessoa a dissipar-se, a perder-se, a afastar-se, porque se cria um fosso de linguagem, de comunicação.


Não desistir é respirar bem fundo todos os dias e esperar que a persistência vença essa 'força da natureza'. Não desistir é ter esperança que o coração também 'fale' e que o olhar vá mais fundo, para lá dos hemisférios, e chegue ao ponto onde se 'faz luz'. É esperar que uma outra "força da natureza' se sobreponha e tudo fique, novamente, mais claro.


quinta-feira, março 26, 2009

insólitos...


Não costumo ver 'Fwd' nem sequer prestar atenção àqueles e-mails de 'grupos online'. Não uso chats nem 'Hi5´s'. E recebi, já não sei de quem, um mail com um convite para uma agenda electrónica, que nem percebi bem e abri (devia ser de uma pessoa bastante credível), e, sem dar por isso, aquilo reenviou para toda a minha lista de endereços um convite (como o que eu recebi).
Isto não teria interesse nenhum se não tivesse recebido, inesperadamente, mails de pessoas que conheci em Erasmus, pessoas essas de que tenho muito gosto em receber notícias, e inclusivé, de uma das pessoas de quem mais gostei de conhecer por lá (Galega, quase portuguesa!), a dizer que está a trabalhar em Lisboa! Magnífico! Já valeu a pena.

Moral da história: às vezes estas 'tretas' até que podem surpreender agradavelmente e trazer boas novas!


literatura em dia...

Há tempos encontrei esta imagem numa das minhas buscas pela Internet.
E guardei-a porque achei-a surpreendente, no contexto do livro. Li-o em Erasmus, com muita atenção e capacidade de concentração. Gostei particularmente. Recomendo.





Por estes dias tive que fazer o genograma de uma família, com apenas 4 gerações, e lembrei-me que haverá, de certo, poucos genogramas tão hilariantes quanto este!


segunda-feira, março 23, 2009

na Quaresma...

Esta semana: SER LUZ















Esta semana:
Não dizer mal

















Curiosamente é-me mais fácil esforçar-me por ser luz que conseguir não dizer mal. Desde que saí da missa até agora (menos de 24 horas) já me fartei de dizer mal. É o dizer mal corriqueiro, claro está, o fácil de sair... é até apontar alguns factos (e contra factos não há argumentos) mas ainda assim é mal dizer. E o pior é que nem dou espaço ao remorso... dou
um bocadinho, talvez agora que penso cautelosamente nisso. (Não ando por aí a difamar ou a desejar mal, isso não!! Por quem me tomam?) Mas acho que vou tentar pelo menos não dizer mal só porque sim, por puro "prazer" (esse bem estúpido de quando se diz mal). Se disser mal que seja para algo de bem.

(Lamentavelmente) difícil.. mas possível!!



sábado, março 21, 2009

boas 'novas'...


E porque também há notícias boas, e espero que promissoras e rápidas, para o continente africano:



CAD - Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce da Infecção VIH/SIDA Imprimir

Teste Rápido SIDA

Os testes rápidos vieram facilitar ainda mais a detecção precoce da infecção por VIH. O teste utilizado pelo CAD (o Hexagon) possui uma sensibilidade de 100% e uma especificidade de 99.5%, sendo também de fácil utilização e leitura dos resultados.

 A análise consiste na pesquisa de anticorpos para o VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) tipo I e II.

 Os testes serão realizados pelo teste Rápido e os resultados positivos confirmados por Western-Blot em laboratório (no Banco de Sangue do HESE, com o qual o CAD estabeleceu um protocolo).

Os utentes poderão ser encaminhados, se o desejarem, para outros serviços onde poderão aceder a apoio médico.


OBJECTIVOS GERAIS

 Prevenir a transmissão da infecção pelo VIH;

 Contribuir para o diagnóstico precoce, para que os utentes seropositivos possam beneficiar o mais precocemente possível de cuidados médicos e de apoio psicológico e social;

 Motivar os utentes a assumirem comportamentos que protejam a sua saúde e a dos outros.


OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

 Proporcionar a qualquer pessoa a possibilidade de realizar o teste para diagnóstico da infecção pelo VIH, de forma gratuita, confidencial e anónima;

 Oferecer ao utente de participar um aconselhamento pré-teste, realizado por um profissional de saúde que o ajudará a decidir duma forma informada, proporcionando o respectivo apoio psicológico;

 Oferecer ao utente um aconselhamento pós-teste, ajudando-o a lidar com o resultado, quer seja positivo ou negativo;

 Informar o utente seropositivo ou seronegativo dos recursos existentes para o seu futuro acompanhamento;

 Avaliar com o utente possíveis mudanças do seu comportamento que impeçam a sua infecção e a transmissão a outras pessoas;

 Sistematizar e analisar a informação produzida no CAD de forma a contribuir para o estudo epidemiológico desta infecção, ao nível regional e nacional.



Que sirvam pelo menos para chegarmos aos números reais e que, mesmo descobrindo a calamidade que se prevê, as pessoas se assustem, tomem consciência e as devidas precauções! Lá e cá, que eu acho que muito boa gente se esquece e pensa "que só acontece aos outros"!


comunicação social...

«Lisboa, 21 Mar (Lusa) - O Bispo das Forças Armadas considerou hoje que proibir o preservativo é consentir em muitas mortes e criticou a imprensa por não aproveitar bem o poder do Papa para denunciar a corrupção em África.

"Toda a gente sabe o que é que eu penso acerca disso", afirmou D. Januário Torgal Ferreira à Agência Lusa, quando questionado sobre a sua discordância em relação ao Papa Bento XVI, que em África reiterou ser contra a utilização do preservativo, nomeadamente na luta contra a Sida.

"É claro que há circunstâncias, e do ponto de vista médico não tenho qualquer dúvida, em que proibir o preservativo é consentir na morte de muitas pessoas", acrescentou, considerando que, neste sentido, "as pessoas que estão aconselhar o Papa deveriam ser mais cultas".

D.Januário Torgal Ferreira diz-se, no entanto, muito chocado "pela leitura reducionista" e com a obsessão da comunicação social por alguns temas.

"Expliquem-me, por exemplo, porque é que os senhores jornalistas não deram destaque ao apelo do Papa contra a corrupção, lavagens de dinheiro, guerra e outras poucas-vergonhas em África?", questionou, salientando o destaque que os órgãos de comunicação social deram à proibição do uso do preservativo pelo Papa ao chegar a África, enquanto que os jornais de hoje falam da denúncia que Bento XVI fez acerca da corrupção no continente "apenas em duas ou três linhas".

O Bispo considerou que os jornalistas não souberam aproveitar "o poder que o Papa tem para falar de temas como a corrupção, interesses das grandes potências, esclavagismo, guerra e neocapitalismo de chefes de Estado".

"É altura para dizer que alguns jornalistas estão também muito mal aconselhados", considerou, salientando que "é caso para dizer também que o jogo está empatado 0-0", entre o jornalismo no caso da denúncia de corrupção e o Vaticano na proibição do preservativo.

"Quem é que levanta a voz a defender a justiça social para África? Nós portugueses fomos muito culpados da pouca-vergonha que existe em África e continuamos a sê-lo com o nosso silêncio", considerou.»




Muito bem dito. Estou farta de ouvir a comunicação social e a população em geral a cair em cima da Igreja de cada vez que se diz algo polémico. Não quero com isto dizer que concordo com as palavras do Papa ou com a excomunhão. Nem sequer que não reconheço os erros que esta instituição comete sem qualquer necessidade e disparatadamente. Mas irrita-me solenemente a facilidade e rapidez com que as pessoas criticam e apontam o dedo, a ira, impiedade, tom acusatório perante a Igreja e os seus representantes e ,na maioria das vezes, sem sequer lerem uma linha oficial sobre o assunto, sem estarem devidamente informadas, para além da notícia de rodapé, das gordas dos jornais ou do "disse que disse"! Quando é diariamente dita e escrita tanta coisa que todos deveríamos ouvir e tomar consciência. O bem que se diz, o que se promove e incentiva, os valores, a solidariedade, a preocupação para com as questões sociais são constantemente abordadas pela Igreja e ninguém louva, agradece ou enaltece.
Sociedade simplista a nossa. Como disse uma amiga minha, é o "caminho mais fácil"! Pois é, enquanto critico e censuro não preciso de me levantar do sofá para fazer algo por outrem. É mais fácil condenar as palavras do Papa que ir ao terreno insistir, explicar e alertar para as DST´s. Porque lá longe, no ecrã... nem sequer é "nada connosco"!!
E, no dia em que a Igreja deixar de alertar consciências e deixar de ter um papel activo e preventivo, principalmente nos países em vias de desenvolvimento, eu quero ver o que se dirá por aí... Deus nos livre!


quinta-feira, março 19, 2009

dicas...



Há dias fui enviar uma carta. E, durante o tempo de espera nos Correios, vi este livro. Folheei. Pareceu-me muito simples. Não sei se é bom, mas apeteceu-me comprá-lo (não fosse o preço)...

segunda-feira, março 16, 2009

na consciência...


I
Mudei de estágio. E, no primeiro dia, um amigo disse-me: "tu 'panicas' sempre no início de cada estágio!" Fiquei a pensar nisso até hoje.
Tempos de latência, de reajuste. Todos temos, mas os meus são demasiado alargados.
Tomar consciência disso foi importante na medida em que percebi que não é uma fase, só mais uma fase "má". Eu também sou assim. Também eu me sinto insegura a cada "novo estágio da vida", porque 'ad initium' não controlo os acontecimentos. E também eu perco o controlo das minhas acções e atitudes quando a insegurança é maior que o meu poder de aceitação e quando as coisas não dependem só de mim. Também eu deito tudo a perder sem me aperceber e as consequências de alguns actos meus não são as que eu queria. E não, não são fases, é mais uma parte de mim, que aprendo a aceitar, como fragilidade. Mas que não me diminui enquanto pessoa, se eu souber reconhecer, se eu perceber que não posso controlar tudo. E isso não é mau, é somente uma outra maneira de estar.

II

Percebi que me angustia a falta de paz nas relações, com outros, os outros de quem gosto, que são importantes para mim. Ninguém gosta de magoar quem nos é próximo. Ninguém gosta que não gostem de nós. Ninguém gosta de se sentir preterido, "arredado". Não sou excepção. Na linha do controlo, não controlamos o que os outros sentem e nisso não podemos interferir deliberadamente. E não temos só direitos, temos deveres também. E se falho nos meus deveres, não posso exigir o que "não tenho por direito".

É o 'pacote completo'... que não se "vende" às metades. E se há coisa me me deixa contente é o gostar, de verdade, das pessoas no seu todo.



quarta-feira, março 11, 2009

incongruências...




Aprendi o curso inteiro uma serie de coisas ditas capitais, fulcrais, básicas!! Teorias imperativas, obrigatórias!
Aprendi a olhar para o doente como um todo!

Ensinaram-me que devo ser atenta, que devo observar o doente, apostar na prevenção.
Ensinaram-me uma série de medidas a não esquecer. Procedimentos que podem "salvar" por antecipação e evitar complicações.
Sempre ouvi que é preciso dar tempo ao doente, ver, ouvir, tocar, perceber e investigar.
"Olho clínico"! É preciso não desleixar.

E à medida que o tempo passa... não vejo os doentes a serem observados "de cima abaixo", não vejo o básico do exame objectivo. Não vejo o interesse que seria necessário.


E o que mais me assusta é perceber que o risco de "ficar como eles" é muito grande, diria que ninguém resiste e todos desistem.

E sou ainda demasiado inocente, inexperiente e "novinha" para conseguir perceber porquê, para entender a verdadeira dinâmica do Sistema de Saúde. Para já custa-me a aceitar que tenha mesmo que ser assim.


sábado, março 07, 2009

a título de exemplo...




















Há pessoas que já admirei, outras que admiro e outras que vou admirando.

Lembro-me de 2 pessoas que admiro 'hoje'.

São corajosas. Não desistem, até porque não podem. Mas há pessoas que também não podem e desistem. E mesmo nos dias de desesperança, que vão sendo cada vez mais e agravados, sorriem e têm palavras e discursos optimistas. Já para não falar de que não deixam de se preocupar com os outros, nós, que não precisamos (para já) que se preocupem muito... Não desesperam mais do que por instantes. Logo passa. Logo secam as lágrimas e continuam.


sexta-feira, março 06, 2009

muy bueno...