segunda-feira, dezembro 15, 2008

sintonias...

"Continuamos a olhar para a Igreja, a comunidade dos discípulos de Jesus, responsáveis por continuar a sua missão, de que fazemos parte.
Como é que se constitui esta comunidade? Segundo o desejo de Jesus, deve viver unida, numa união que vem da ligação de cada membro ao próprio Jesus.

Mas há também nela grande diversidade. Diversidade que é, afinal, a base da sua riqueza.
Unidade
na relação à fonte; diversidade enriquecedora no testemunho e no serviço
Mas para que o testemunho da Igreja se aproxime da plenitude do dom que guarda, tem que se expressar em diversidade. Assim, com a contribuição de cada um, o bem comum enriquece-se visivelmente.
A diversidade não é deficiência, é mais abundância."
CVX-U; Ano 3; TPC 04



Isto foi sempre a minha visão de comunidade e ainda é. Isto foi o que senti sempre nas duas maiores comunidades de que fiz parte. Isto, que considero ter sido vivido e sentido, uma "união com a fonte", foi a origem de laços que não vejo com facilidade em relações estabelecidas noutro tipo de comunidades.





"Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operaçöes, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestaçäo do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operaçäo de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretaçäo das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, säo um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo näo é um só membro, mas muitos.
Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular. E a uns pós Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura säo todos apóstolos? säo todos profetas? säo todos doutores? säo todos operadores de milagres? Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos? Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente". Cor12,4-14,27.



sábado, dezembro 13, 2008

inquietações....


África. Desta vez foi diferente. A Guiné é diferente. Na Guiné nada me parece funcionar. O Dr. Fernando Nobre falou de emigração, da esperança que é preciso dar aos jovens dos países africanos, que já perderam a esperança nas suas terras, nos seus governos, no seu futuro. Eu não perguntei e devia ter perguntado, exactamente aquilo que me inquietou, que me inquieta, o nó na garganta, o soco no estômago. E como? Há estratégias? Alguém inventou? Alguém já concretizou? Pensar já pensámos muitos, continuamos a pensar. E como? E como se devolve a esperança? E como se faz com que comece a funcionar? E como é que eu não volto só para "tapar buracos", combater necessidades, não tirando nenhum mérito ao que se faz, pelo contrário, a salvação dos povos... Como, como é que se reverte a situação? Utopia? Não chego lá, nem à resposta simples... sempre pequena, pobre e cheia de limitações. Sempre a ânsia de ir, de partir e de fazer... o quê ao certo, é que não sei.
Preciso de luzes de quem sabe apenas um pouco mais do que eu!



momento cultural III...

Deolinda










Simplesmente lindo!
Só reclamo ser no TAGV, as pessoas ficam sentadinhas, quietas e eu já tinha "bichos" pelo corpo todo! Fui das primeiras ter liberdade interior para me levantar :)

PS: O "Movimento perpértuo associativo" tem muito que se lhe diga...


momento cultural II...

"Em viagem com" Doutor Fernando Nobre.
















Ouvir pessoas como este senhor desinstala, desacomoda.

Não sendo possível transcrever tudo o que ouvi, fica a dica para que vão ouvi-lo quando tiverem oportunidade e que sigam o
blog.

Só dizer que viajar, conhecer, arriscar, tentar ser voluntária e solidária, faz de nós pessoas mais correctas, tolerantes, justas. Aprende-se a não julgar, a não "atirar primeiras pedras", tal qual parábola da mulher adúltera, a ouvir, a ser atenta, a respeitar, a dar valor, a compreender, a saber esperar. Cresce-se e é-se diferente, para melhor.
Quando se viaja com vontade de descobrir isso tudo, claro está. Porque há também quem viaje para dizer que viajou e pôr no currículo experiências bonitas. Mas isso vai de encontro às motivações de cada um.

E quando se aprende isso tudo e se esquece, é bom recordar :)

PS: Se "as duas doenças mais graves do mundo são a intolerância e a indiferença", tenho que me curar, pelo menos da intolerância!

momento cultural I...

Blindness
















Comecei a ler o "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago, há uns anos atrás, não sei precisar, mas ainda vivia em casa dos meus pais. Li até 1/3 do livro, talvez. Não fui capaz de continuar e agora percebo porquê. Como podia eu ter capacidade de entender possíveis metáforas, se ainda hoje tenho dificuldades.

I. Como me lembraram recentemente, quando alguém escreve pode simplesmente não querer dizer nada, ou querer dizer algo simples, o que está somente escrito, nas palavras exactas.
Não acho que seja o caso. Não conheço Saramago, mas parece-me que ele escreve especificamente algo, algo que quer transmitir. Aqui, precisamente, uma crítica à sociedade, à "cegueira humana". Ele próprio o afirmou em reportagens recentes.
Ainda assim, ele escreveu um livro que foi interpretado para filme por alguém e que é interpretado por quem lê e quem vê de mil maneiras diferentes.
E acho que o Saramago não se importa, desde que ponha as pessoas a pensar. E o filme consegue-o e bem. Transtorna, mexe, revolta, inquieta, incomoda. Bom!


II. Saí de lá também intrigada, a tentar perceber tudo. Duas coisas que não consegui descortinar: porquê ela, porquê uma só pessoa que nunca deixa de ver? Talvez seja o tal factor aleatório da escrita, talvez não. Ela representa, para mim, a lucidez, mas não consigo entender o objectivo, se é que há 'um' ou 'o' objectivo?!
E porquê os santos de olhos vendados? Para este detalhe não sou capaz, de todo, de arranjar uma interpretação plausível.
E o giro, é que, desde que vi o filme, já fiz várias interpretações de várias coisas, a título pessoal, a título colectivo, mais e menos abrangentes, à vida de cada um e à sociedade em geral.


III. Das coisas que mais penso em relação ao filme é que quando nos deixamos "cegar", lentamente, à nossa volta, tudo vai ficando sujo, podre, pobre. E quando voltamos a ver, é um caminho difícil voltar a "colocar tudo no lugar", limpar, arrumar, (re)arranjar. Mas é sempre uma boa sensação, essa de voltar a ver e ter nas mãos a capacidade de modificar o que está à nossa volta, em prol do nosso bem estar e dos outros. É um dom, que se torna um dever.

IV. Marcou-me também o peso que acarreta a única pessoa que vê e o quão seria mais fácil desistir, acomodar-se, "deixar de ver também". Mas ela luta até ao fim e tem uma capacidade de encaixe, de aceitação, lucidez para agir ou não agir, para reagir ou esperar. Quem vê também sofre. Ela vê, mais do que com os olhos, com o coração e a mente.

Hei-de rever o filme, talvez ler o livro, mas continuo a "meditar" sobre a tal cegueira...


quarta-feira, dezembro 10, 2008

momentos divertidos...



Estreei-me no Jorkyball. Uma hora saudável, para o corpo e para a mente!
E quem diria, há tempos atrás, que eu me iria divertir tanto, gostar da experiência e repetir?
O que me levou a pensar, durante o banho maravilhoso pós-jorky, que na vida negamos tantas vezes à partida o que desconhecemos. Desdenhamos sem experimentar, sem ver, sem falar, sem dar uma oportunidade. E a quantidade de oportunidades boas que deixamos escapar por entre dedos, simplesmente por sermos "limitados", "medrosos" e pouco arrojados. Somos demasiado acomodados à rotina (no sentido que compreende má conotação), aos nossos hábitos. E não arriscamos, não vamos mais longe, por vezes só para não dar o braço a torcer, para contrariar, por orgulho ou falta de companheirismo. E os desafios, os convites, de pessoas ora mais próximas ora distantes, vão surgindo e nem nos apercebemos, não lhes prestamos atenção. Somos nós quem fica a perder, pelo que deixamos de viver e pelas pessoas com quem "abdicamos" de estar.


terça-feira, dezembro 09, 2008

sensações...




















Durante 21 anos vivi sem saber o que era 'saudade'. Uma palavra unicamente portuguesa, e que não conseguia entender para além da explicação lógica.
Achei-me um "alien" durante algum tempo porque todos já tinham experimentado a sensação de 'saudade'. Eu não, por circunstâncias da vida e aliadas à minha pessoa.
Quando fiz Erasmus percebi então o que era 'sentir saudades'.
E senti. E desde aí, a sensação "perdura". Depois da descoberta sem procura, a 'saudade' "instalou-se". Não é bom nem mau. Ou melhor, é bom, é sinal que sinto, que me entrego, que recebo, que me relaciono, que vivo e que guardo na memória boas recordações e sentimentos. É bom sentir saudade sem querer voltar atrás, como algo que recordo com uma boa sensação, que é importante e se imortalizou em mim.
Não tenho saudades de lugares, mas de pessoas com quem estive nesses lugares. Não tenho saudades de épocas, mas do que vivi nelas.
Mas continuo a não perceber bem o significado da coisa, fico intrigada com a expressão "matar saudades". Deita por terra esta minha concepção. Como se matam saudades se nada se repete? Talvez o estar e voltar a estar exija sempre mais. Porque eu tenho saudades de pessoas com quem até vou estando.
Já não sei bem o que é ter saudades outra vez então...
mas deve ser isto que sinto...


domingo, dezembro 07, 2008

às compras...

Ando mesmo numa de:


Faltava "a cereja na ponta do bolo" :)
Lindo!!

curiosidades...

"La felicidad es contagiosa

  • Rodearse de amigos felices aumenta un 9% las probabilidades de sentirse satisfechos

MARÍA VALERIO

MADRID.- ¿Quién no se ha sentido alguna vez contagiado por la felicidad de un amigo, un padre, un hermano? ¿Quién no se alegra por el júbilo ajeno? ¿Y no parece acaso que las penas vienen todas juntas entre conocidos y allegados? Un estudio que combina la epidemiología y la sociología sugiere que la felicidad es contagiosa, y que las personas con amigos dichosos son más proclives a sentir la felicidad en sus propias carnes.

Para darle base científica a una idea que muchos ya mascaban, investigadores de las universidades de California y San Diego (ambas en EEUU), han utilizado los datos de una de las investigaciones más famosas de la historia de la medicina, el estudio Framingham. Desde 1948, 5.209 ciudadanos de la localidad estadounidense del mismo nombre (y ahora, además, sus hijos y nietos) se someten periódicamente a estudios y análisis para conocer su estado de salud.

Sus conclusiones se han publicado en la revista 'British Medical Journal' (BMJ) y pueden tener implicaciones sanitarias: "Lo más importante es el reconocimiento de que las personas son seres sociales y el bienestar y la salud de un individuo afecta a la de quienes le rodean".

Los autores seleccionaron a 5.124 individuos (a los que se denominó 'egos') y a varios de sus conocidos ('alter'): padres, hermanos, pareja, hijos, vecinos, compañeros de trabajo, amigos (y también amigos de amigos). En total, más de 12.000 individuos que estaban conectados entre sí de alguna manera en la localidad de Framingham entre los años 1971 y 2003, y que constituían entre ellos alrededor de 53.200 vínculos sociales.

Amistades positivas

Para definir la 'felicidad', James Fowler y Nicholas Christakis utilizaron una escala de valores, en la que los participantes tenían que responder a varias cuestiones sobre sus sentimientos en las últimas semanas: "Me siento esperanzado con el futuro", "me siento feliz", "disfruto de la vida", "siento que soy tan bueno como otras personas"... Como muchos de los 'alter' también estaban incluidos en el estudio Framingham no fue difícil obtener sus sensaciones y establecer cómo se distribuía este sentimiento a través de las redes sociales.

Sus análisis demostraron que las personas felices suelen estar vinculadas entre sí (lo mismo que las desdichadas). Una persona tiene un 15% más de probabilidades de sentirse ufana si está conectada con un 'alter' feliz; aunque a medida que la relación se va distanciando (amigos de amigos, vecinos, compañeros de trabajo...) estos porcentajes se van reduciendo al 9,8% o incluso al 5,6% en el caso de conocidos de 'tercera línea' (amigos de amigos de amigos, por ejemplo).

Además, se atreven a decir que hay individuos que viven en el centro mismo de la dicha, mientras que las personas que ocupan la periferia de las relaciones sociales se sienten menos satisfechas. Así, los individuos que son el centro de muchas relaciones tienen más probabilidades de seguir siendo felices en el futuro.

La investigación subraya que la felicidad de cada 'alter' influye directamente en las emociones del 'ego': tener amigos alegres incrementa un 9% las probabilidades de ser feliz en el futuro o convivir con una pareja dichosa equivale a un 8% de felicidad; y, al contrario, rodearse de pesimistas reduce un 7% las emociones positivas.

Los autores, además, sugieren que en el contagio de la felicidad las distancias cuentan. Por ejemplo, vivir a menos de 1,6 kilómetros de distancia de un hermano optimista aumenta un 14% la dosis de felicidad personal, mientras que si residen más alejados, los sentimientos fraternales no parecen tener efecto. Si quien vive a menos de 0,8 kilómetros es un amigo, su dicha incrementa un 42% las probabilidades de felicidad del 'ego'.

Este análisis de la transmisión de sentimientos señala también que las personas del mismo sexo se contagian la felicidad con más facilidad que los contrarios. Quizás por eso, sugieren, el bienestar de amigos o vecinos puede influir más que el de la pareja (en la muestra eran todas heterosexuales).

Influye en la salud

Como ellos mismos subrayan, la felicidad está relacionada con factores tan diversos como la calidad de vida, la satisfacción en el trabajo, las buenas relaciones sociales y familiares... "Y como tal, no es extraño que se vea mermada cuando alguien está enfermo o que la depresión y la ansiedad influyan negativamente en algunas patologías".

En un comentario que publica en la misma revista Andrew Steptoe, de la Fundación Británica del Corazón, reconoce que, a pesar de las pegas metodológicas que se le puedan poner, "el trabajo desata la intrigante hipótesis de que algunos condicionantes psicosociales se pueden transmitir a través de las conexiones sociales. Y esto tiene importantes implicaciones para el diseño de intervenciones eficaces".

Steptoe recuerda que hasta la fecha se ha demostrado que los individuos más felices tienen niveles más bajos de cortisol durante todo el día (relacionado con menos estrés o ansiedad), una respuesta inflamatoria atenuada y una mejor salud cardiovascular."






Encontrei aqui, onde soube também que o Markl vai ser pai, e isto já foi (estupidamente ?) motivo de conversa cá em casa com a minha irmã, atentas a essas maltas, que não conhecemos, mas por quem fiquei também muito feliz (estupidamente outra vez ?).



Entretanto, para os que conseguiram ler o texto: Sou mesmo feliz com e pelos amigos que tenho, não sei se 9% ou mais, mas que me fazem feliz, fazem! Espero fazê-los a eles também.
Talvez por isso queira cada vez mais seguir o surto migratório dos amigos para a "minha cidade paixão" (aguentem só mais um pouco!), não esquecendo, claro, os que por cá ficam. Os 200 km não hão-de diminuir o grau de felicidade entre nós!

quinta-feira, dezembro 04, 2008

dicas...

Before Sunrise - 1995.
Tinha no mínimo 11 anos quando vi este filme. Acho que 13/14, já não sei precisar porque são idades 'subjectivas'. Foi numa daquelas noites de férias ou fim-de-semana, não devo ter apanhado o filme no início, mas lembro-me perfeitamente que fiquei toda encantada e que foi nesse dia que decidi que teria que fazer interRail (que não cheguei a fazer), certa de que me apaixonaria perdidamente numa viagem ou numa qualquer "aventura de verão". (Também não - 'adolescentite'!) Acho que na altura era romântica (agora não sei!), depois cresci, e passados alguns anos vi Before Sunset - 2004.





Tinha 21 anos, já me tinha apaixonado, ainda que sem fazer interRail, e apanhei outra vez o filme a meio. Ainda demorou algum tempo até que me lembrasse do 1º filme e contextualizasse, mas, como não fui bem sucedida, aluguei os 2 e vi-os (devorei-os) do início ao fim.

Moral da história. Recomendo a quem ainda não viu, 'pequeno ou grande!' Gosto mesmo dos filmes, que não são grandes produções, que têm 2 actores e se centram em diálogos sobre a vida e o amor. Gosto dos cenários e de os ter visitado entretanto. Gosto agora de maneira diferente de como gostei há uns anos atrás, talvez por fazer uma leitura diferente do que é dito, das personagens, etc.
São talvez o meu lado romântico... E nem sei se são bons filmes, se os tais diálogos têm sentido, mas gosto de me perder nas cenas e acho que basta.
Tenho amigos que partilham desta opinião, outros que não me dizem, mas sei que acham os filmes uma perfeita estupidez, mas não faz mal.

Ainda hei-de fazer um inter-qualquer-coisa um dia... :)

Há também este ou este.


palavras difíceis...

idiossincrasia

do Gr. idiosygkrasía < ídios, próprio + sýkrasis, constituição, temperamento

s. f.,
disposição do temperamento de um indivíduo para sentir, de um modo especial e privativo dele, a influência de diversos agentes;
reacção individual própria a cada pessoa;

Med.,
reacção individual particular, perante um agente terapêutico.


(Já tinha ouvido a palavra muitas vezes.

Mas só hoje, graças à grande T., é que compreendi o seu verdadeiro significado.
E por acaso até me tinha dado jeito há uns dias atrás!)


tálamo

do Lat. thalamu <> thálamos

s. m.,
leito conjugal;
casamento;
bodas;

Bot.,
receptáculo das plantas.

Anat.,
região de substância cinzenta do encéfalo;
massas neuronais situadas na profundidade dos hemisférios cerebrais.

(Porque nas aulas de espanhol não se aprendem só "espanholadas"
eu cá só conhecia o significado anatómico!)



'vipes'...


Em conversa no fim-de-semana passado, lá no meio de 'mil coisas' ouvi: "Vocês já entram para medicina a ouvir falar no exame da especialidade".
Não é de todo errado, acredito que a maioria das pessoas que entram em medicina até já tenham ouvido falar muito nisso, principalmente os familiares ou amigos de médicos.
Mas eu sinto-me enganada!! Tenho a reclamar que nunca ouvi falar disso até uma prima minha (não de 1º grau!) ter que começar a estudar para o dito cujo... e na altura achava que era uma realidade longínqua... que não me ia bater à porta, porque quando fosse eu havia de ser diferente! LOOOL! (quem é que se lembra de uma destas?)

E agora.. sou eu a próxima!
O Sr. H. já faz parte de pequenas (bem pequenas!) partes de dias de pequenas partes de semanas... mas em breve (odeio esta palavra neste momento) será meu fiel companheiro... (que rica companhia!)

Tudo isto para dizer que hoje tive a percepção real de que vou sentir muitas vezes ao longo de um ano vontade de adormecer e acordar só lá para Dezembro de 2009 :) Ai era tão bom.. (E com exame feito e essas coisas todas!!) tentador e perfeitamente estúpido, já sei! Pura tentação manhosa... mas é melhor ir "gozando" com a situação assim de longe...

A propósito.. no 12º ano, quando se fala às "crianças" de futuros profissionais e testes psicotécnicos... ninguém acrescenta a alínea deste exame no final do curso! Tudo uma cambada de "chupistas", é o que é!

(Confesso que hoje antes de ir dormir - agora - me passou pela cabeça aquela cena do acordar daqui a uns tempos!!)

quarta-feira, dezembro 03, 2008

copy-past....



"Cinquenta e seis segundos com problemas de comunicação. Talvez estes segundos se multipliquem pelos nossos dias e pela nossa vida, com a dificuldade que sentimos para ler e interpretar os sinais. Um exercício difícil de sair dos sofás, para descer ao lugar do outro, do mais pequeno que se comunica com uma linguagem e com uma simplicidade que nos confunde."

Nuno Branco

quem arrisca?

"Arriscar

Rir é arriscar parecer louco;
Chorar é arriscar parecer sentimental;
Procurar os outros é expor-se às complicações
Revelar os seus sentimentos é arriscar mostrar a sua verdadeira natureza;
Mostrar as suas ideias, os seus desejos, à multidão é arriscar perdê-los;
Amar é arriscar o desespero;
Tentar é arriscar falhar.

Mas é preciso correr riscos pois não arriscar nada tem mais riscos.
Quem não arrisca nada, não faz nada, não vive nada.
Pode evitar o sofrimento e a tristeza mas não pode aprender o verdadeiro sentido dos sentimentos, da renovação do amor, da vida.
Preso pelas suas certezas é escravo.
Abandonou a liberdade.
Somente quem arrisca e se arrisca é livre..."

Albert Coccoz

segunda-feira, novembro 24, 2008

'bucket list'....




Já há muito tempo que não fazia uma lista, por tópicos.

As viagens longas e sem companhia (a não ser a da rádio ou de um qualquer cd) são 'prodigiosas' em pensamentos sobre o tudo e o nada, o pouco e o muito importante.


Inspirada, entre outras coisas, por
partilhas amigas, elaborei mentalmente uma lista de medos.
Medos do que não quero vir a ser, em que não me quero vir a tornar...
E, quando tentei pôr no papel, o que saiu foi uma grande lista de "desvirtudes", chamemos-lhes assim, de coisas que não gosto em mim, que calculo e sinto que os mais próximos também não gostem, e que fazem de mim uma pessoa pior, o que vai contra um dos meus propósitos de vida, de ser tentar ser sempre melhor. (Consigo só nos dias santos!)

E no fim da longa lista... senti-me livre e contente. Essas "desvirtudes", afinal, não eram mais do que os medos 'adaptados'... uma versão do mesmo!


Propósito: elaborar uma outra lista de "combate", do que, passo a passo, quero ir tentando transformar/mudar/crescer em mim!

sábado, novembro 22, 2008

mundo...



Um pequeno retrato da Guiné-Bissau.