Nilton TV
Quando:
- não há nada para fazer
- não apetece fazer nada
- apetece rir
- é mesmo preciso rir
- acordamos deprimidos
- não queremos adormecer deprimidos
- ... enfim...
É só perder um pouco de tempo a procurar os vídeos mais divertidos. Há para todos os gostos!
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
ego...
Mais uma música das "playlists" da TSF..
Gosto da letra desta, percebe-se perfeitamente porquê...
Gosto da letra desta, percebe-se perfeitamente porquê...
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nem sei...
Ouço dizer que caminhamos para a santidade...
Se somos humanos a caminhar para o divino ou divinos a tentar ser mais humanos...?
O que faz de mim mais "ser" é o que sou capaz de me revelar nos outros. A minha entrega subtil, discreta, atenta, cuidada, preocupada...
A procura romântica do altruísmo idealista...
O homem que de si é tão pequeno e tão mesquinho, a quem só as suas entranhas interessam em tudo o que faz, mesmo quando se convence que é em prol do outro.
A ilusão própria e inabalável das subconsciências hipócritas ainda que por vezes inconscientes. E o engano viciado, alimentado por palavras meigas, das pessoas ditas mais sábias e conhecedoras desta espécie, não mais que animal, que foi privilegiada com o dom da razão, para o qual não tem medidas de uso...
E que há de nefasto em tudo isto se o mais próximo vem mesmo a lucrar, ainda que envolto no egocentrismo de outro, que não quer nada mais que o reconhecimento e a gratidão...
E o que de tão errado julgo eu, se em vez de um ganham dois, e as felicidades se alimentam continuamente tal qual "favores em cadeia"..?
Se somos humanos a caminhar para o divino ou divinos a tentar ser mais humanos...?
O que faz de mim mais "ser" é o que sou capaz de me revelar nos outros. A minha entrega subtil, discreta, atenta, cuidada, preocupada...
A procura romântica do altruísmo idealista...
O homem que de si é tão pequeno e tão mesquinho, a quem só as suas entranhas interessam em tudo o que faz, mesmo quando se convence que é em prol do outro.
A ilusão própria e inabalável das subconsciências hipócritas ainda que por vezes inconscientes. E o engano viciado, alimentado por palavras meigas, das pessoas ditas mais sábias e conhecedoras desta espécie, não mais que animal, que foi privilegiada com o dom da razão, para o qual não tem medidas de uso...
E que há de nefasto em tudo isto se o mais próximo vem mesmo a lucrar, ainda que envolto no egocentrismo de outro, que não quer nada mais que o reconhecimento e a gratidão...
E o que de tão errado julgo eu, se em vez de um ganham dois, e as felicidades se alimentam continuamente tal qual "favores em cadeia"..?
E o que fará de mim mais humana?
segunda-feira, janeiro 28, 2008
sábado, janeiro 26, 2008
Literatura...
Dos tempos em que devorava livros como agora devoro chocolates...

“Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem. Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raizes e pouca ramagem. As raizes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos. E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera a volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar”
Susanna Tamaro - “Vai aonde te leva o coração”
Liberdade...
Porque foi, é e será sempre um tema muito presente...

“Cada um de nós é, no fundo, um ideia ilimitada da liberdade. Devemos rejeitar tudo aquilo que nos imponha limites. Aliás… dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte…”

“Cada um de nós é, no fundo, um ideia ilimitada da liberdade. Devemos rejeitar tudo aquilo que nos imponha limites. Aliás… dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte…”
Richard Bach
Silêncio...
A ambiguidade do silêncio em mim e nos outros.
A ambiguidade do silêncio que apazigua e que desconcerta...

“Um homem dirigiu-se a um convento de clausura, isto é, um convento onde se vive longe do ruído da cidade e num silêncio desejado. Perguntou a um desses monges:
- Que aprendeis vós com a vossa vida de silêncio?
O monge estava a tirar água de um poço. Disse ao seu visitante:
- Olha para o fundo do poço. Que vês lá dentro?
O homem olhou para dentro e disse:
- Não vejo nada.
O monge ficou algum tempo sem se mover e no final disse ao visitante:
- Contempla agora. Que vês no fundo do poço?
O homem obedeceu e respondeu:
- Agora vejo-me a mim próprio: espelho-me na água.
O monge concluiu:
- Vês? Quando eu mergulho o balde, a água fica agitada. Agora, pelo contrário, está tranquila. É esta a experiência do silêncio: o homem vê-se a si próprio.”
E porque não?...
Last but not the least...

"O que o eu tem de único encontra-se precisamente naquilo que o ser humano tem de inimaginável. Só consegue imaginar-se o que é idêntico a todos, o que é comum a todos. O "eu" individual é aquilo que se distingue do geral, e é, portanto, aquilo que primeiro é preciso desvendar, descobrir, conquistar no outro."
"Eu não sei como o compendio suave de nossa existência pode estar atrelado a grosseira condição de nosso corpo. Nós, que nos pensamos seres feitos de idéias somos, na verdade, um fato incontestável e frágil como um galho. Talvez seja também fato as idéias das quais pensamos ser feitos, ou ainda o galho também seja uma idéia. Pouco importa. O que importa é a leveza dos movimentos não se curvarem ao vento, mas aos músculos. As concepções políticas estarem em células, e nossos sentimentos condicionados ao tempo que durar nosso sanguíneo fluxo ."
“Todos nós temos necessidade de ser olhados. Podíamos ser divididos em quatro categorias consoante o tipo de olhar sob o qual desejamos viver: A primeira procura o olhar de um número infinito de olhos anónimos ou, o olhar do público(…) Na segunda categoria, incluem-se aqueles que não podem viver sem o olhar de uma multidão de olhos familiares. São os incansáveis organizadores de jantares e de coktails. São mais felizes que os da primeira categoria porque, quando estes perdem o público, imaginam que as luzes se apagaram para sempre na sala da sua vida. É o que, mais dia menos dia, lhes acontece a todos. Os desta segunda categoria, estes sim, acabam sempre por conseguir arranjar os olhares que precisam. Vem em seguida e terceira categoria, a categoria daqueles que precisam de estar sempre sob o olhar do ser amado. A sua condição é tão perigosa como a das pessoas do primeiro grupo. Se os olhos do ser amado se fecham, a sala fica mergulhada na escuridão. Finalmente, há uma quarta categoria, bem mais rara, que são aqueles que vivem sob os olhares imaginários de seres ausentes. São os sonhadores.”

"O que o eu tem de único encontra-se precisamente naquilo que o ser humano tem de inimaginável. Só consegue imaginar-se o que é idêntico a todos, o que é comum a todos. O "eu" individual é aquilo que se distingue do geral, e é, portanto, aquilo que primeiro é preciso desvendar, descobrir, conquistar no outro."
"Eu não sei como o compendio suave de nossa existência pode estar atrelado a grosseira condição de nosso corpo. Nós, que nos pensamos seres feitos de idéias somos, na verdade, um fato incontestável e frágil como um galho. Talvez seja também fato as idéias das quais pensamos ser feitos, ou ainda o galho também seja uma idéia. Pouco importa. O que importa é a leveza dos movimentos não se curvarem ao vento, mas aos músculos. As concepções políticas estarem em células, e nossos sentimentos condicionados ao tempo que durar nosso sanguíneo fluxo ."
“Todos nós temos necessidade de ser olhados. Podíamos ser divididos em quatro categorias consoante o tipo de olhar sob o qual desejamos viver: A primeira procura o olhar de um número infinito de olhos anónimos ou, o olhar do público(…) Na segunda categoria, incluem-se aqueles que não podem viver sem o olhar de uma multidão de olhos familiares. São os incansáveis organizadores de jantares e de coktails. São mais felizes que os da primeira categoria porque, quando estes perdem o público, imaginam que as luzes se apagaram para sempre na sala da sua vida. É o que, mais dia menos dia, lhes acontece a todos. Os desta segunda categoria, estes sim, acabam sempre por conseguir arranjar os olhares que precisam. Vem em seguida e terceira categoria, a categoria daqueles que precisam de estar sempre sob o olhar do ser amado. A sua condição é tão perigosa como a das pessoas do primeiro grupo. Se os olhos do ser amado se fecham, a sala fica mergulhada na escuridão. Finalmente, há uma quarta categoria, bem mais rara, que são aqueles que vivem sob os olhares imaginários de seres ausentes. São os sonhadores.”
Milan Kundera - A insustentável leveza no ser
domingo, dezembro 16, 2007
registos...

Uma série de sábado à tarde, na RTP1. Não sei qual é, desconheço totalmente e nem devo voltar a ver, mas no meio dos acontecimentos que não consegui acompanhar ao longo do episódio, a propósito de uma miúda de 16 anos que tinha acabado de tirar a carta de condução (EUA), e que tinha medo de conduzir e transportar o irmão, por poder pôr em risco a vida dele, um qualquer senhor respondeu algo deste género.. que tentei não me esquecer e registei:
"Ser adulto implica não só arriscar o nosso bem-estar, mas arriscar o bem-estar dos outros... na condução, nas decisões, no trabalho, nas relações, no amor."
risos...

importado:
«Carlos Barreira da Costa , médico Otorrinolaringologista da mui nobre e Invicta cidade do Porto, decidiu compilar no seu livro "A Medicina na Voz do Povo", com o inestimável contributo de muitos colegas de profissão, trinta anos de histórias, crenças e dizeres ouvidos durante o exercício desta peculiar forma de apostolado que é a prática da medicina. E dele não resisti a extrair verdadeiras jóias deste tão pouco conhecido léxico que decidi compartilhar convosco.
O diálogo com um paciente com patologia da boca, olhos, ouvidos, nariz e garganta é sempre um desafio para o clínico:
"A minha expectoração é limpa, assim branquinha, parece com sua licença espermatozóides".
"Quando me assoo dou um traque pelo ouvido, e enquanto não puxar pelo corpo, suar, ou o caralho, o nariz não se destapa".
"Não sei se isto que tenho no ouvido é cera ou caruncho".
"Isto deu-me de ter metido a cabeça no frigorífico. Um mês depois fui ao Hospital e disseram-me que tinha bolhas de ar no ouvido".
"Ouço mal, vejo mal, tenho a mente descaída".
"Fui ao Ftalmologista, meteu-me uns parafusinhos nos olhos a ver se as lágrimas saíam".
"Tenho a língua cheia de Áfricas".
"Gostava que as papilas gustativas se manifestassem a meu favor".
"O dente arrecolhia pus e na altura em que arrecolhia às imidulas infeccionava-as".
"A garganta traqueia-me, dá-me aqueles estalinhos e depois fica melhor".
O diálogo com um paciente com patologia da boca, olhos, ouvidos, nariz e garganta é sempre um desafio para o clínico:
"A minha expectoração é limpa, assim branquinha, parece com sua licença espermatozóides".
"Quando me assoo dou um traque pelo ouvido, e enquanto não puxar pelo corpo, suar, ou o caralho, o nariz não se destapa".
"Não sei se isto que tenho no ouvido é cera ou caruncho".
"Isto deu-me de ter metido a cabeça no frigorífico. Um mês depois fui ao Hospital e disseram-me que tinha bolhas de ar no ouvido".
"Ouço mal, vejo mal, tenho a mente descaída".
"Fui ao Ftalmologista, meteu-me uns parafusinhos nos olhos a ver se as lágrimas saíam".
"Tenho a língua cheia de Áfricas".
"Gostava que as papilas gustativas se manifestassem a meu favor".
"O dente arrecolhia pus e na altura em que arrecolhia às imidulas infeccionava-as".
"A garganta traqueia-me, dá-me aqueles estalinhos e depois fica melhor".
"Na voz sinto aquilo tudo embuzinado".
"Não tenho dores, a voz é que está muito fosforenta".
"Tenho humidade gordurosa nas cordas vocais".
"O meu pai morreu de tísica na laringe".
Os "problemas da cabeça" são muito frequentes:
"Há dias fiz um exame ao capacete no Hospital de S. João".
"Andei num Neurologista que disse que parti o penedo, o rochedo ou lá o que é...".
"Fui a um desses médicos que não consultam a gente, só falam pra nós".
"Vem-me muitos palpites ruins, assim de baixo para cima...".
"A minha cabecinha começa assim a ferver e fico com ela húmida, assim aos tombos, a trabalhar".
"Ou caiu da burra ou foi um ataque cardeal".
"Venho aqui mostrar a parreca".
"A minha pardalona está a mudar de cor".
"Às vezes prega-se-me umas comichões nas barbatanas".
"Tenho esta comichão na perseguida porque o meu marido tem uma infecção na ponta da natureza".
"Fazem aqui o Papa Micau (Papanicolau)?"
"Quantos filhos teve?" - pergunta o médico. "Para a retrete foram quatro, senhor doutor, e à pia baptismal levei três".
"Apareceu-me uma ferida, não sei se de infecção se de uma foda mal dada".
"Tenho de ser operado ao stick. Já fui operado aos estículos".
"Quando estou de pau feito... a puta verga".
"O Médico mandou-me lavar a montadeira logo de manhã".
"Metade das minhas doenças é desfalsificação dos ossos e intendência para a tensão alta".
"O pouco cálcio que tenho acumula-se na fractura".
"Já tenho os ossos desclassificados".
"Alem das itroses tenho classificação ossal".
"O meu reumatismo é climático".
"É uma dor insepulcrável".
"Tenho artroses remodeladas e de densidade forte".
"Estou desconfiado que tenho uma hérnia de escala".
"Tomo um vinho que não me assobe à cabeça".
"Eu abuso um pouco da água do Luso".
"Não era ébrio nato mas abusava um pouco do álcool"
"Fujo dos antibióticos por causa do estômago. Prefiro remédios caseiros, a aguardente queimada faz-me muito bem".
"Eu sou um fumador invertebrado".
O aparelho digestivo origina sempre muitas queixas:
"Fui operado ao panquecas".
"Tive três úlceras: uma macho, uma fêmea e uma de gastrina".
"Ando com o fígado elevado. Já o tive a 40, mas agora está mais baixo".
"Eu era muito encharcado a essa coisa da azia".
"Senhor Doutor a minha mulher tem umas almorródias que com a sua licença nem dá um peido".
"Tenho pedra na basílica".
"O meu marido está internado porque sangra pela via da frente e pinga pela via de trás".
"Fizeram-me um exame que era uma televisão a trabalhar e eu a comer papa".
"Fiz uma mamografia ao intestino".
"O meu filho foi operado ao pence (apêndice) mas não lhe puseram os trenos (drenos), encheu o pipo e teve que pôr o soma (sonda)".
Os medicamentos e os seus efeitos prestam-se às maiores confusões:
"Ando a tomar o Esperma Canulado"- Espasmo Canulase
"Tenho cataratas na vista e ando a tomar o Simião" - Sermion
"Andei a tomar umas injecções de Esferovite" - Parenterovit
"Era um antibiótico perlim pim pim mas não me fez nada" - Piprilim
"Agora estou melhor, tomo o Bate Certo" - Betaserc
"Tomo o Sigerom e o Chico Bem" - Stugeron e Gincoben
"Ando a tomar o Castro Leão" - Castilium
"Tomei Sexovir" - Isovir
"Tomo uma cábulas à noite".
"Tomei uns comprimidos "jaunes", assim amarelados".
"Tomo uns comprimidos a modos de umas aboborinhas".
"Receitou-me uns comprimidos que me põem um pouco tonha".
"Estava a ficar com os abéticos no sangue".
"Diz lá no papel que o medicamento podia dar muitas complicações e alienações".
"Quando acordo mais descaída tomo comprimidos de alta potência e fico logo melhor".
"Ó Sra. Enfermeira, ele tem o cu como um véu. O líquido entra e nem actua".
"Na minha opinião sinto-me com melhores sintomas".
O que os doentes pensam do médico:
"Também desculpe, aquela médica não tinha modinhos nenhuns".
"Especialista, médico, mas entendido!".
"Não sou muito afluente de vir aos médicos".
"Quando eu estou mal, os senhores são Deus, mas se me vejo de saúde acho-vos uns estapores".
"Gosto do Senhor Doutor! Diz logo o que tem a dizer, não anda a engasular ninguém".
"Não há melhor doente que eu! Faço tudo o que me mandam, com aquela coisa de não morrer".
Em relação ao doente o humor deve sempre prevalecer sobre a sisudez e o distanciamento. Senão atentem neste "clássico":
"Ó Senhor Doutor, e eu posso tomar estes comprimidos com a menstruação?
Ao que o médico responde: "Claro que pode. Mas se os tomar com água é capaz de não ser pior ideia. Pelo menos sabe melhor." »
sábado, dezembro 15, 2007
artigos...

Hoje tive a oportunidade de ver o Expresso de ponta a ponta e ir lendo o que me interessava. Fiquei desapontada por falar tão pouco da Cimeira Europa-África... parece que numa semana a importância mediática se desvaneceu ou será que realmente nada foi feito ou dito de relevante?
Li entretanto a crónica do Miguel Sousa Tavares que me deixou meio perturbada e fui ver se a encontrava já on-line para um "copy-past". Um misto de verdade com exagero. Críticas duras "ao circo em que este país se encontra". Nas entrelinhas que chegam a antever um futuro próximo assustador dei por mim a pensar se neste país há apenas "palhaços"!? Creio que não, ainda sim é um "gritador" de consciências.
sexta-feira, dezembro 14, 2007
searching...

Procuro miséria na wikipédia e encaminha para pobreza:
"A pobreza pode ser entendida em vários sentidos, principalmente:
- Carência energética para mudar o que não pode ser mudado, o impossivel esta dentro de vossa mente, a superação dos paradigmas faz a ponte de um estado-baixo em estado-alto. Falta de auto-estima, baixa espiritualidade."
Procuro tristeza e aparece o seguinte:
"Tristeza ou desgosto é um sentimento humano que expressa desânimo ou frustração em relação a alguém ou algo. É o oposto da alegria. A tristeza pode causar reações físicas como depressão nervosa, choro e insônia.
A tristeza pode ser originada da perda de algo ou de alguém que se tinha de muito valor; esta emoção pode ser potencializada se aquele que sofre de tristeza passa a acreditar que poderia ter feito algo para recuperar ou evitar a perda, mesmo que este algo a fazer seja na prática impossível de se concretizar, e independe da vontade do triste.
É comum a tristeza ser descrita como algo amargo, ou como uma dor, ou como sentimento de incapacidade, ou ainda como algo escuro (trevas).
A tristeza pode ser a consequência de emoções como o egoísmo, a insegurança, a baixa auto-estima, a inveja e a desilusão."
A tristeza pode ser originada da perda de algo ou de alguém que se tinha de muito valor; esta emoção pode ser potencializada se aquele que sofre de tristeza passa a acreditar que poderia ter feito algo para recuperar ou evitar a perda, mesmo que este algo a fazer seja na prática impossível de se concretizar, e independe da vontade do triste.
É comum a tristeza ser descrita como algo amargo, ou como uma dor, ou como sentimento de incapacidade, ou ainda como algo escuro (trevas).
A tristeza pode ser a consequência de emoções como o egoísmo, a insegurança, a baixa auto-estima, a inveja e a desilusão."
Procuro felicidade e não fico satisfeita. Continuo a procurar e encontro isto:
“Podemos ficar desanimados por sentirmos que, no nosso trabalho, tudo começa a desmoronar-se. Deus pretende mostrar-nos que é com Ele que devemos contar acima de tudo, sem desistirmos do nosso próprio esforço. O resultado dos nossos trabalhos será incomparavelmente melhor do que se nos apoiássemos apenas nas nossas próprias forças e na ilusória convicção das nossas capacidades.”
Há alturas em que oscilo entre a miséria e a tristeza por já não ter forças nem capacidades em que me apoiar.
Tenho a sensação que são pedidos humildes e discretos de Deus para voltar a confiar.
Devia ter começado pela felicidade...
Tenho a sensação que são pedidos humildes e discretos de Deus para voltar a confiar.
Devia ter começado pela felicidade...
segunda-feira, dezembro 10, 2007
versos...

Há Dias
Há dias em que julgamos
que todo o lixo do mundo
nos cai em cima
depois ao chegarmos à varanda avistamos
as crianças correndo no molhe
enquanto cantam
não lhes sei o nome
uma ou outra parece-me comigo
quero eu dizer :
com o que fui quando cheguei a ser luminosa
presença da graça
ou da alegria
um sorriso abre-se então
num verão antigo
e dura
dura ainda.
Eugénio de Andrade
de Os lugares de Lume
sábado, dezembro 08, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
batalhas...

Não costumo encontrar muita gente conhecida no hospital ou faculdade (onde já quase não vou), que não sejam do meu ano. Curisoso, esta semana encontrei duas amigas, alunas de Medicina de anos abaixo do meu. O curioso não é tê-las encontrado, é, no meio da conversa trivial, ambas me dizerem qualquer coisa do género: "Por acaso andava para falar contigo, para te perguntar uma coisa", ou "Hoje de manhã lembrei-me que eras a pessoa certa para eu falar.." ou ainda " A minha irmã disse-me para vir falar contigo"... Tudo porque a mais nova está com os primeiros flashes de desespero do 2º ano de Medicina (que eu já vivi tão bem ou tão mal) e a mais velha enfrenta a crise de "ignorância clínica e diagnóstica" (sensação essa que continuo a viver tão bem ou tão mal).
Vinha então a caminho de casa a pensar que às vezes, mesmo tendo maus exemplos para mostrar e partilhar, podemos ir "ajudando" as pessoas que passam por conflitos interiores semelhantes. Não sei se é a sensação de "alívio" por não nos sentirmos "sozinhos" e "únicos" nesta caminhada, que pessoalmente não tem sido fácil, ou simplemente a procura de respostas e soluções... Mas, por momentos, palavras como "Não te preocupes, o cenário não é assim tão negro", "Tudo se faz", "No final apercebemo-nos que já aprendemos qualquer coisa", "Quando chegarmos ao 6º ano tudo há-de encaixar", etc... dão-nos algum conforto, ânimo e esperança.
É possível... "E como diria o Pe. Vasco, "Não há soluções, há caminhos.."
É possível... "E como diria o Pe. Vasco, "Não há soluções, há caminhos.."
quinta-feira, dezembro 06, 2007
atenção...
Sempre que ando de carro entre as 13h e as 14h sintonizo a TSF para ouvir a "playlist" de uma figura pública que todas as semanas é diferente.
É pelo menos uma hora do dia em que não ouvimos todas as outras músicas que massacram o ouvido de tanto serem passadas e repassadas. E é também uma oportunidade de ouvirmos músicas que nunca ouvimos, muito alternativas e diferentes, de compositores e cantores desconhecidos à maioria dos comuns mortais, em que me incluo. Até porque, por norma, as figuras públicas escolhidas têm gostos mais "eruditos" e "requintados".
(Pena o jornal financeiro e as notícias repetidas que encurtam a hora para uma mísera meia hora!)
Esta semana quem faz a selecção é o Fernado Nobre (um nome bem presente na minha vida nestas últimas 2 semanas...) e na terça-feira passada escolheu entre duas músicas francesas bem "sui generis" uma música do Bryan Adams, "Have You Ever Really Loved A Woman", porque, dizia ele, que quando se esquecia de como se devia amar a mulher ouvia esta música para se lembrar...
Atentem...
É pelo menos uma hora do dia em que não ouvimos todas as outras músicas que massacram o ouvido de tanto serem passadas e repassadas. E é também uma oportunidade de ouvirmos músicas que nunca ouvimos, muito alternativas e diferentes, de compositores e cantores desconhecidos à maioria dos comuns mortais, em que me incluo. Até porque, por norma, as figuras públicas escolhidas têm gostos mais "eruditos" e "requintados".
(Pena o jornal financeiro e as notícias repetidas que encurtam a hora para uma mísera meia hora!)
Esta semana quem faz a selecção é o Fernado Nobre (um nome bem presente na minha vida nestas últimas 2 semanas...) e na terça-feira passada escolheu entre duas músicas francesas bem "sui generis" uma música do Bryan Adams, "Have You Ever Really Loved A Woman", porque, dizia ele, que quando se esquecia de como se devia amar a mulher ouvia esta música para se lembrar...
Atentem...
terça-feira, dezembro 04, 2007
esforços...

Hoje no "Prós e Contras" falava-se de famílias numerosas, do apoio que o estado (não) dá a quem quer simplesmente ter uma família como as que "víamos" antigamente, como a família que o meu avô tinha, que a minha mãe teve um pouco e eu já não posso ter, senão constituindo uma...
Recomendo o programa, por tudo o que foi dito, especialmente pelo testemunho de uma Psicóloga, uma de 10 irmãos de uma família bem recente, muito lúcida acerca do que podia ser feito, do conceito de família, de valores e formação.
Já não se correm riscos, porque a sociedade não o permite, já não se aposta num futuro para muitos quando não se vê um futuro para dois.
Aprendi na passada quarta-feira, num seminário na Faculdade de Psicologia com o Dr. Fernando Nobre (fundador e presidente da AMI) que nesta sociedade estamos plenos de indivíduos, mas escassos de cidadãos.
Com a natalidade a diminuir desta maneira, os níveis de competitividade e luta pela sobrevivência a aumentarem, os indivíduos diminuem e os cidadão arriscam-se a "espécies em vias de extinção"...
Eu gostava de um dia poder contribuir com projectos de cidadãos. Não sei ao certo o que o futuro me reserva.. e enquanto isso, todos os dias vou tentando ser mais cidadã e fazer com que os que tocam o meu círculo sejam mais cidadãos também.
Pequenas missões, para pequenas pessoas. Pouco, pequeno e possível.
terça-feira, novembro 06, 2007
não sei...
Ser mais.
Mais aqui ou mais ali?
Mais comigo ou mais contigo?
Querer mais.
Mais para mim ou mais para ti?
Mais para nós ou mais para eles?
Eu.
Tu.
Querer ser nós.
Quando éramos pequenos e saltávamos à corda pensávamos em coisas simples, pequenas. Depois crescemos e começámos a sonhar mais alto. Passámos as fronteiras sem destino mas com regresso. Depois o nada... Buraco negro do universo. Agora não sei. Não sei se somos os mesmos que saltámos um dia à corda. Que sonhámos juntos um dia. Não sei o que é mais... Consigo vislumbrar o que nos tornámos sem certezas de que estamos no caminho que ousámos. Consigo ter orgulho no que és e no que sou, mas hoje não sei...
Mais aqui ou mais ali?
Mais comigo ou mais contigo?
Querer mais.
Mais para mim ou mais para ti?
Mais para nós ou mais para eles?
Eu.
Tu.
Querer ser nós.
Quando éramos pequenos e saltávamos à corda pensávamos em coisas simples, pequenas. Depois crescemos e começámos a sonhar mais alto. Passámos as fronteiras sem destino mas com regresso. Depois o nada... Buraco negro do universo. Agora não sei. Não sei se somos os mesmos que saltámos um dia à corda. Que sonhámos juntos um dia. Não sei o que é mais... Consigo vislumbrar o que nos tornámos sem certezas de que estamos no caminho que ousámos. Consigo ter orgulho no que és e no que sou, mas hoje não sei...
domingo, outubro 21, 2007
esperado...

Para cuando Sobrevenga el Final
Y si solo queda silencio,
el insomnio de una canilla
que no se cansa de gotear.
Y si solo queda por contar
una historia sin historia,
la noche nulade 40 cigarrillos
aplastándose sin sentido.
Y si solo se trata de retratar siempre
el mismo paisaje siempre,
la misma ventana siempre,
la misma miseria siempre.
Y si este corazón se durmió
de anestesia localy se siente superfluo
latiendo a medio motor,
llorando a lágrima falsa.
Y si solo quedó por disfrutar
esta paz de lexotanil,
este canto tedioso,
esta melodía monótona,
esta soledad de dos plazas.
Para cuando sobrevenga
el final improvisado
no quedará más que un
" resígnese hermano "
para pagar la entrada a la eternidad,
o a la nada que nos espere.
Nos quedarán solo
los músculos cansados, solo
los labios cansados, solo
las manos cansadas, solo
los dedos cansados, solo
para justificar
esta ausencia de existencia
que nunca nos cansamos
de dar por sobreentendida
presente, mediocre
e irónicamente
especial y eterna.
Gito Minore
sábado, outubro 20, 2007
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