Ser mais.
Mais aqui ou mais ali?
Mais comigo ou mais contigo?
Querer mais.
Mais para mim ou mais para ti?
Mais para nós ou mais para eles?
Eu.
Tu.
Querer ser nós.
Quando éramos pequenos e saltávamos à corda pensávamos em coisas simples, pequenas. Depois crescemos e começámos a sonhar mais alto. Passámos as fronteiras sem destino mas com regresso. Depois o nada... Buraco negro do universo. Agora não sei. Não sei se somos os mesmos que saltámos um dia à corda. Que sonhámos juntos um dia. Não sei o que é mais... Consigo vislumbrar o que nos tornámos sem certezas de que estamos no caminho que ousámos. Consigo ter orgulho no que és e no que sou, mas hoje não sei...
terça-feira, novembro 06, 2007
domingo, outubro 21, 2007
esperado...

Para cuando Sobrevenga el Final
Y si solo queda silencio,
el insomnio de una canilla
que no se cansa de gotear.
Y si solo queda por contar
una historia sin historia,
la noche nulade 40 cigarrillos
aplastándose sin sentido.
Y si solo se trata de retratar siempre
el mismo paisaje siempre,
la misma ventana siempre,
la misma miseria siempre.
Y si este corazón se durmió
de anestesia localy se siente superfluo
latiendo a medio motor,
llorando a lágrima falsa.
Y si solo quedó por disfrutar
esta paz de lexotanil,
este canto tedioso,
esta melodía monótona,
esta soledad de dos plazas.
Para cuando sobrevenga
el final improvisado
no quedará más que un
" resígnese hermano "
para pagar la entrada a la eternidad,
o a la nada que nos espere.
Nos quedarán solo
los músculos cansados, solo
los labios cansados, solo
las manos cansadas, solo
los dedos cansados, solo
para justificar
esta ausencia de existencia
que nunca nos cansamos
de dar por sobreentendida
presente, mediocre
e irónicamente
especial y eterna.
Gito Minore
sábado, outubro 20, 2007
quinta-feira, outubro 18, 2007
plágio...
"O que é frágil garante a segurança.
E porquê? Já é assim também nas estruturas e nas instituições. O que é construído assentando na fragilidade, resiste mais facilmente às grandes transformações, aos sobressaltos inevitáveis do correr do tempo. Mas as revoluções fazem desmoronar tudo o que é rígido, burocratizado, empedernido. (…)Queremo-nos seguros da segurança que reside nos bens, na permanência em um lugar, nas coisas que dizemos nossas, nas decisões que julgamos tomar sozinhos. Buscar fragilidade é o contrário disso. É ser plasmável, capaz de vibrar com o que muda. As pessoas mais seguras – fiéis, coerentes, fortes – são paradoxalmente as mais frágeis – não da fragilidade das bonecas de louça da infância mas da fragilidade dos bambus que a tudo resistem. A fragilidade não é uma qualidade do carácter – é uma dimensão da inteligência. Como tal, oferece a segurança das coisas certas e maduramente reflectidas.”
É assim comigo, é assim contigo, connosco e com vocês.
É assim nas estruturas e instituições.
É assim e ainda bem que é assim... sou contraditória por ser temedora e amante das fragilidades, que nos fazem mais pequenos e grandes.
(A minha vontade era divulgar-te... até quando? assim tenho que "te copiar"...)
quarta-feira, outubro 10, 2007
terça-feira, outubro 09, 2007
batalhas...

Ouvi não sei de quem, não sei onde, não sei quando...
Ouvi que estamos sempre a comunicar. Que comunicamos com gestos, com palavras, olhares, sorrisos, expressões...
Um piscar de olho, uma lágrima, um toque, um acenar... Comunicamos com o corpo.
Eu não sei não comunicar... Mas não sei se comunico bem, ou, pelo menos, sempre bem.
É importante comunicar o que aos outros constrói... é também importante comunicar o que vamos sentindo e vivendo.
Comunicamos e interagimos. E as falsas comunicações levam-nos para ciclos viciosos de sentimentos e "cargas" negativas.
Diria que devemos comunicar com simplicidade e sinceridade. E assim "damos" aos outros o que temos de mais básico para dar... como quem estende a mão e diz sem dizer: "Estou presente".
Tenho comunicado pouco.
Tenho comunicado mal.
"Espero" o dia em que voltemos a comunicar sem interrupções...
Tenho comunicado mal.
"Espero" o dia em que voltemos a comunicar sem interrupções...
segunda-feira, outubro 08, 2007
sábado, outubro 06, 2007
soltas...
.jpg)
O que temos de certo nesta vida?
E o que damos como certo?
Às vezes, quando caminhamos por terras sólidas, esquecemo-nos por instantes dos trilhos por onde andámos até encontrarmos os caminhos traçados.
Às vezes, quando caminhamos por terras sólidas, esquecemo-nos por instantes dos trilhos por onde andámos até encontrarmos os caminhos traçados.
Recordo agora as únicas coisas que talvez tenha como certas... e digo talvez porque certezas não asseguro. A minha fé e a minha família. Chamo de certo ao que me leva a pensar que se desaparecesse e reaparecesse passados 20 anos estaria cá para me receber da mesma maneira que se apenas desaparecesse por um dia. Chamo de certo ao que me acolhe, me quer bem, me ama sendo eu mesma intemporalmente, santa ou pecadora. Chamo de certo a Deus e aos laços de sangue.
sexta-feira, setembro 28, 2007
quinta-feira, setembro 20, 2007
pés na terra...

Afinal sou simplesmente eu.
Hoje descobri que sou vulgar. Sou como qualquer pessoa. Penso igual, sinto igual, ajo igual, vivo igual. Não sou diferente do que vejo, não sou diferente do mundo em que estou.
Vivia na ilusão de ser original... que o meu universo mental se destacasse dos "comuns mortais". Mas afinal sou eu assim.
Queria marcar a diferença. Mas não consigo. Porque sou um ser igual a tantos outros cheio de limitações e barreiras interiores.
Às vezes acreditava, talvez inocência, talvez ingenuidade, talvez o mundo cor-de-rosa (lembro-me do tempo do mundo cor-de-rosa...tão distante mas tão perto).
E hoje percebi, como aos poucos me vou apercebendo, porque a vida faz crescer, porque os enganos às vezes são pedras construtoras.
Tenho a sensação que a vida nos vai dando exactamente o que precisamos no momento certo.
Tenho a sensação que Deus vai-nos mostrando assim os trilhos...
Não é fácil tomarmos consciência da nossa pequenez, da tal vulgaridade. Faz-nos sentir frágeis, vulneráveis, porque afinal somos como qualquer outro, que nunca julgámos ser.
sábado, setembro 15, 2007
delírios...
Hoje decici arriscar.
Arrisquei porque não sabia o amanhã. E não queria saber. Nem quero.
Arrisquei porque quebrei o gelo do coração. Dei liberdade à mente.
Uns minutos de liberdade que se transformaram em horas, depois em dias, depois em meses.
O hoje que foi o ontem e é o agora.
O agora que não tem data de fim.
Arrisquei não de olhos fechados mas de mãos abertas.
Não sei.
Não conheço.
Espero talvez... espero de esperança.
Acredito sem saber porquê nem como.
Assim.. simples.
Um dia criança... sonhadora.
Agora talvez lutadora.
Procuro.
Receio.
Conquisto.
Recebo.
Arrisco.

E não me sinto sozinha...
sexta-feira, setembro 14, 2007

"Regresso"
«Quando eu voltar,
que se alongue sobre o mar,
o meu canto ao Creador!
Porque me deu, vida e amor,
para voltar...
Voltar...
Ver de novo baloiçar
a fronde magestosa das palmeiras
que as derradeiras horas do dia,
circundam de magia...
Regressar...
Poder de novo respirar,
(oh!...minha terra!...)
aquele odor escaldante
que o humus vivificante
do teu solo encerra!
Embriagar
uma vez mais o olhar,
numa alegria selvagem,
com o tom da tua paisagem,
que o sol,
a dardejar calor,
transforma num inferno de cor...
Não mais o pregão das varinas,
nem o ar monotono, igual,
do casario plano...
Hei-de ver outra vez as casuarinas
a debruar o oceano...
Não mais o agitar fremente
de uma cidade em convulsão...
não mais esta visão,
nem o crepitar mordente
destes ruidos...
os meus sentidos
anseiam pela paz das noites tropicais
em que o ar parece mudo,
e o silêncio envolve tudo
Sede...Tenho sede dos crepusculos africanos,
todos os dias iguais, e sempre belos,
de tons quasi irreais...
Saudade...Tenho saudade
do horizonte sem barreiras...,
das calemas traiçõeiras,
das cheias alucinadas...
Saudade das batucadas
que eu nunca via
mas pressentia
em cada hora,
soando pelos longes, noites fora!...
Sim! Eu hei-de voltar,
tenho de voltar,
não há nada que mo impeça.
Com que prazer
hei-de esquecer
toda esta luta insana...
que em frente está a terra angolana,
a prometer o mundo
a quem regressa...
Ah! quando eu voltar...
Hão-de as acacias rubras,
a sangrar
numa verbena sem fim,
florir só para mim!...
E o sol esplendoroso e quente,
o sol ardente,
há-de gritar na apoteose do poente,
o meu prazer sem lei...
A minha alegria enorme de poder
enfim dizer:
Voltei!...
Alda Lara, Angolana
Como curiosidade, esta poesia foi escrita em 1948, quando a autora viveu alguns anos em Coimbra e Lisboa, onde se formou em medicina. Voltou, na verdade, e faleceu em 1962, em Cambambe, ANGOLA»
quarta-feira, setembro 12, 2007
sexta-feira, setembro 07, 2007
enter...
Voltei... não que tenha partido, mas voltei.
Partir implica deixar, largar... não abandonado mas bem entregue.
Partimos se temos confiança, ainda que medos.
O regresso é sempre ambíguo.
Querer ficar... longe do que é realmente nosso. Longe de quem precisa verdadeiramente de nós, de quem não esquece e anseia que voltemos. Longe da agitação, do "ram-ram", das confusões e chatices, problemas e dificuldades, inventados por nós na maior parte das vezes. Ficar lá... longe de tudo e de todos, onde a vida é uma ilusão passageira e enganadora, que dispara o botão do sonho e da imaginação.
Voltar aqui. Ao presente, passado e futuro. Voltar com as baterias talvez não tão carregadas como queríamos, talvez a precisar de alimento. Voltar ao que afinal nos pertence, à nossa casa, às nossas missões.
É como uma balança de dois pesos, em que um dos pratos afinal não tem mais do que ideias, tem como única função fazer acreditar que ainda é possível, para não destruir as esperanças vãs que vamos criando.
Tirando rasgos de loucura que a poucos pertencem, a sensatez é sempre vencedora deste conflito interior. Acabamos por regressar e encontrar tudo como deixámos. Tudo estagnado como se por cá o vento não tivesse soprado. Acabamos por sentir que não pertencemos bem aqui mas não temos outro lugar para onde ir..
Mas depois passa-se um dia, passam-se dois... e deixamos de nos sentir perdidos para voltarmos ao conforto, à tranquilidade, à paz interior. Porque afinal estamos onde sempre quisemos estar.
domingo, julho 29, 2007
manta de retalhos...
.jpg)
Férias.
Merecidas, aguardadas...
E agora?
Uma sensação intemporal.
Os dias que não fazem parte de semanas, as horas que não têm começo nem fim.
Não há compromissos, não há obrigações.
Uma sensação intemporal.
Os dias que não fazem parte de semanas, as horas que não têm começo nem fim.
Não há compromissos, não há obrigações.
Palavra de ordem: descansar!? gozar!? relaxar!?
Sensação de liberdade..
Descoberta, partidas... chegadas...
Estar, dormir, deslumbrar...
Praia, sol, mar.
Avião, comboios, terras e nomes...
(Sensação de vazio...!?!?)
segunda-feira, julho 16, 2007
apatia...
Não sei se é falta de tempo, de assunto, de motivação ou de coragem..
Mas não consigo passar por aqui...!
sexta-feira, junho 29, 2007
...
quinta-feira, junho 28, 2007
terça-feira, junho 19, 2007
saltos...

"Há tempo para tudo!!" - dizia a minha mãe. Não se cansava de repetir.
Havia tempo para brincar, para dormir para comer. Havia tempo para crescer, tempo para sair e procurar.
"Não queiras viver as coisas antes do tempo.." - insistia a minha mãe com muita tranquilidade e segurança no que dizia.
Às vezes não percebia, ficava irritada. Não havia tempo para tudo. Queria viver tudo, antes que o tempo se esgotasse. Queria correr à frente do tempo.. desde pequenina.
"Cada coisa a seu tempo" - a mãe relembrava!
Comecei a pensar. Comecei a perceber. Entendi. Palavras simples, palavras sábias.
Já não queria "a carroça à frente dos bois", um dia de cada vez, sim. Dois dias num não!
Tempo a tempo... pé ante pé. Nem demasiado depressa, nem demasiado devagar. A seu tempo... com tempo. A saborear, a apreender, a discernir.
Às vezes ainda me esqueço.. e tropeço!! Depois lá me levanto e volto a atinar com os ponteiros do relógio.
Sem pressa, sem precipitações, sem "sofreguidão"... o tempo chega para tudo!!
segunda-feira, junho 18, 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)







