quinta-feira, maio 31, 2007

trancas...


"When one door of happiness closes, another opens; but often we look so long at the closed door that we do not see the one which has been opended for us."


Helen Keller

segunda-feira, maio 28, 2007

preto&branco...

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de facto...
" a música certa para mim "

sexta-feira, maio 25, 2007

links...




"A luz que invade Lisboa derruba os meus medos e traz-me sensações guardadas há muitos tempos, quando os dias não tinham fim e as noites eram folgas que dava a mim própria a fim de descansar o corpo para novas brincadeiras. A luz que invade Lisboa traz fogo de vida à cidade, veste-a com uma cor que nenhuma outra no mundo tem, dá-lhe um encanto de menina e moça, faz de Lisboa saudade, palavra nossa, repartida de boca em boca.
Lisboa, cidade minha, cidade que roubei para amar eternamente, minha cidade. Hoje que renasces, olho-te da janela e vejo-te inteira, o Tejo, os barcos, o reflexo do sol na água, quase que ouço as conversas dos pescadores esquecidos no tempo, a azáfama das pessoas que correm, os prédios de todas as cores, as mil ruas cruzadas, o eléctrico que passa vagarosamente, o amarelo da Carris, ao longe canta-se o fado e perde-se uma vida de desgosto de amor, no céu mais azul que outros céus um avião desenha o que eu quiser ver, andorinhas voam em direcção a lugar nenhum, Lisboa, tu que assistes a tudo isto, tu que és maestro desta perfeita sinfonia, continua a deixar-te sempre invadir por esta luz triunfal, que apaga a chuva que há dias me escorria da cara, e me dá tanta vontade de viver assim, feliz – como os pescadores esquecidos no tempo, ou o eléctrico que passa, ou as andorinhas que voam em direcção a lugar nenhum...
"



aqui....

assim...


NÃO SAIBAS: IMAGINA...




Deixa falar o mestre, e devaneia...
A velhice é que sabe, e apenas sabe
Que o mar não cabe
Na poça que a inocência abre na areia.


Sonha!
Inventa um alfabeto
De ilusões...
Um á-bê-cê secreto
Que soletres à margem das lições...


Voa pela janela
De encontro a qualquer sol que te sorri!
Asas? Não são precisas:
Vais ao colo das brisas,
Aias da fantasia...


Miguel Torga

sábado, maio 19, 2007

fotópsias...






Tenho saudades tuas,
minhas,
da vida que passa ao lado
e eu não sinto o vento que sopra...

Mas hei-de voltar, volto sempre!

domingo, abril 08, 2007

regressos...




Fui viajar, meio sozinha meio acompanhada.
Fui viajar e deixei a cabeça por cá, evitei ir ao interior para contemplar a natureza, deixei-me conduzir e trilhei caminhos já trilhados, ao sabor do vento e das montanhas, não fiz o meu caminho mas senti-o atravessar-se vezes demais nas falésias.
Revi passado, presente e sonhei um futuro que só naquelas montanhas tem lugar.
E agora que acabou... não trago ainda forças suficientes para continuar... Vou ver lugares com pessoas a mais, com quem falo de mais...

E o resto... ficou lá, no meu lugar sagrado...



Prazo de validade: Hoje queria ser criança!


Uma sintonia deveras paradoxa em...

sexta-feira, março 09, 2007

nympheas...



Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos eram peixes verdes.
Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.

E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos nada que dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.



Eugénio de Andrade

domingo, março 04, 2007

registos...

Cidade viva. Cidade encantadora. Multidões de fora, agitação nocturna.
Quartier Latin, um qualquer restaurante bem apetecível, quer nos preços quer na qualidade.

Um amigo com quem partilho, numa distância sem barreiras, a infância, a adolescência, a juventude, com quem me sento e sinto que o tempo não passou. Com quem sou eu, a mesma de sempre, com mais ou menos tempero, fruto das vivências. Revejo-me, sinto a autenticidade, o fundo, o ser e o estar que permanecem na roda viva dos tempos. Sinto-me bem. Rio como quando ríamos aos 8 anos, numa luta em jogos de crianças.

Um outro amigo, mais recente. Cheio de sabedoria, com quem se aprende e se cresce. Um amigo que faz o mundo ser pequeno e grande ao mesmo tempo. Que transmite ânsia de conhecimento. No meio das inseguranças o olhar é de quem está certo no que diz. Confiança nas palavras e nas acções.

Ganha o riso e a boa disposição. Ganham as conversas construtivas.
"Explica-me tudo sobre isso, quero saber. O que fazem vocês?"; "Nada, eles não fazem nada" ... "Sim... o que sabemos e podemos e os erros são a nossa fonte de aprendizagem".
"... mundo cor-de-rosa", o "crescimento económico", "Deus e o mundo", "o filme e a realidade", " o mundo..."

Em não mais que 5 minutos fala-se do poder das relações, de Deus ao semelhante...sai qualquer coisa como isto, que matuto até hoje... que sendo verdade não posso querer que seja mentira.
"As relações implicam sempre um elo de superioridade. Não há relações equilaterais. Um dos lados é claramente dominante. Subordinação. Cedência. Aceitação. O lado que se afirma, que tem o leme. O lado que observa. (...) (...) Sou, na minhas relações, aquele que dita a última palavra, o que decide e determina, o que sem esforços, por essência ou razões inatas, inconscientemente dita as regras. Sou, nas minhas outras relações, o que segue, o que imita, o que admira e não questiona nem discute, o que não tem argumentos válidos, mesmo podendo estar do lado do que se aproxima da razão, mas que cega pelo fascínio." (...)

Não sei ao certo as palavras usadas, estas distorcem talvez o que foi dito, mas a simplicidade de quem as disse, atrevo-me a dizer, a inocência com que foram pensadas...

Dei por mim a pensar, perante 2 amigos tão diferentes e distantes, com quem o meu percurso se cruzou apenas nesta cidade, neste restaurante, qual seria o meu papel com cada um deles...


Que tipo de relações temos nós?

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

sms...



















«Fui ao cinema.
De cada vez que vejo um filme sobre África fico com a dita "sensação de coração apertado"... às vezes sinto que pertenço lá, mas depois acordo e os bloqueios naturais tomam conta do assunto. Era tão África, tão real em algumas coisas, tanta corrupção... sabes... nós somos mesmo diferentes, assim como os asiáticos, mas eles têm tantas carências... têm a melhor natureza terrestre...tão desvirtuada... isto deixa-me a pensar tanto... qual é o "Para quê" de tudo isto? já que o "porquê" não encontro.. Às vezes penso que todos temos pequenas missões, que tudo tem uma razão de ser, pensei nisto agora no referendo.. a deles é mesmo mais injusta que a nossa. A cruz bem mais pesada...tenho rezado um pouco todos os dias... amanhã queria acordar, não me esquecer do filme e rezar sobre isto... mas vou dormir.. a taquicardia passa, a minha vida continua, do mesmo ponto em que estava... e o mundo continua a girar, sem que eu altere os acontecimentos, porque afinal sou consciente e sei que não posso mudar o mundo!


Mas há sempre a "torre de Babel"... e o desencadear dos acontecimentos (...)»




Em directo!!

domingo, fevereiro 11, 2007

wishes...

The independence day...


So far...

sábado, fevereiro 10, 2007

taquicardia...

































Constant Gardener


Impossivel ficar indiferente.
Já tinha ouvido que era bom, mas não me tinham dito que iria (re)despertar em mim o "bichinho"...

Queria ser eu a estar ali, naquele hospital, mas a salvar vidas.
Queria ser eu a ver as cores quentes, a sentir o deserto, a sentir as pessoas.
Queria ser eu a ter uma bicicleta e andar no meio da linha.
Queria ser eu a sentir-me em casa, a desejar "ficar" naquela terra...
Ser eu ali, sem medos...

Outra vez pequenina...
Será que os milhares de pessoas que vêem filmes como este não reagem??
Eu não... continuo onde estava ontem.


Ponham-me num avião! Sozinha talvez não consiga...

domingo, janeiro 28, 2007

no coments...

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência!!


sexta-feira, janeiro 26, 2007

achados...

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rio
se manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.



Eugénio de Andrade


domingo, janeiro 14, 2007

lembranças...



É bom (re)ouvirmos coisas que já ouvimos em tempos, porque é fácil esquecermo-nos de pequenas "lições" que vamos aprendendo, pequenas "dicas", que de tão pequenas e simples têm um grande impacto em nós, numa mudança de atitudes discreta mas importante.
Curiosamente, quando há dias pensava nas nossas vulnerabilidades, esqueci-me da que talvez nos deixe mais vulneráveis e que, por isso, fugimos frequentemente a ela.
Dizia alguém mais sábio que eu, não que fosse um discurso inovador, que é mais fácil ao homem amar do que abrir o coração para se deixar amar. Precisamente porque quando nos deixamos amar isso nos torna vulneráveis.
O envolvimento que pomos nas relações varia na medida em que nos damos e nos deixamos descobrir, porque é tão importante o dar como o permitir receber.
É importante conhecer e deixarmo-nos conhecer.
As fraquezas estão sempre dos dois lados, os medos não podem ser barreiras.
O risco que corremos quando nos expomos perante alguém é alto, mas o que ganhamos na entrega pode ser ainda maior.

Dar com gratuidade e receber com humildade.
Em qualquer relação, desde a mais óbvia à menos esperada.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

decisões...














Decidir não é fácil.
Decidir quando não sabemos ao certo quais as consequências da decisão é ainda pior.
Decidir sem ter a certeza de que nos vamos arrepender, de que é a decisão certa... complicado.
As decisões podem não ter implicações ou podem mudar o rumo das coisas.
As decisões podem deixar marcas, podem interferir negativa ou positivamente com muitas coisas, pessoas, relações, comunidades.
A decisão pode ser de cada um, de dois ou de todos.
Decidir não é fácil, mas é possível. E revela maturidade quando a decisão é bem pensada, bem discernida.
Se for necessário ouvir quem mais sabe, ouça-se. Se por preciso escutar opiniões diversas, escute-se. Se for preciso dar espaço ao coração, dê-se. E se for preciso não se decidir sozinho, procure-se...
Importante é avaliar não "qual é o mal", mas sim "qual é o maior bem". E decidir com critérios, princípios, valores. Decidir com sinceridade e tendo em conta as circunstâncias, as situações, os envolventes.
Se a decisão for bem tomada, deixa um rasto de tranquilidade...



Uma já está!!!

terça-feira, janeiro 09, 2007

diário...


TENHO MUITAS DÚVIDAS!!!

segunda-feira, janeiro 08, 2007

aceitar...




















VuLnErAbIlIdAdEs. Todos temos . ! ?



Somos vulneráveis no que menos esperamos, no que menos queremos, no que não faz sentido, no que damos como certo. Somos vulneráveis no que toca a pontos fracos. Faz sentido!? Todo!!!
Torna-nos vulneráveis tudo o que foge ao domínio da nossa razão, os domínios em que "o coração tem razões que a própria razão desconhece". Não sei se podemos contrariar isto, já não sei se devemos...
Na contradição entre pensar e sentir fica a dúvida do caminho a seguir. ! ?
Discernimentos? Fazem igualmente parte do mundo teórico.
Somos vulneráveis... e já não sei o que pesa mais, ou simplesmente o que dita as regras. Também não sei se há um lado que engana o outro para nos iludir, ou se somos nós que alimentamos a ilusão num processo cíclico.
Fica a dúvida se ceder a um dos lados é fingimento, se é uma máscara das que pomos e tiramos inconscientemente e naturalmente, porque em última instância tudo é muito claro mas não queremos aceitá-lo como verdadeiro. Não é confortável nem cómodo. A fuga é mais fácil, a aparência mais integradora. Mas bem lá no fundo... o que é que nos move?
Sentimos e agimos de acordo com o que sentimos. ! ?
Ou fingimos o que sentimos porque isso nos leva a agir como queremos. ! ?


DuAlIdAdEs... sempre presentes. ! ?

quarta-feira, janeiro 03, 2007

(re)ditados...

ANO NOVO
VIDA NOVA
???

"Soluções" fáceis!!
Para quê?
A que temos já nos basta!!

ANO NOVO
VIDA MELHOR
!!!

terça-feira, janeiro 02, 2007

sintonias...




Dei por mim a pensar o que faz destes laços (arrisco-me a dizer) inquebráveis... Parecem-me intemporais, imortais! Exagero? Talvez... mas o presente transmite essa sensação.
Quando era mais nova e via todas as séries televisivas de alolescentes, desde o liceu à universidade, num sistema americano em tudo diferente do nosso, queria viver aquilo tudo, com a mesma intensidade que o pequeno televisor mostrava.
...ter muitos amigos giros e interessantes, apaixonar-me e desapaixonar-me como eles, entrar e sair de conflitos sem razão e cheios de mal-entendidos, encontros e desencontros, experiências mais ou menos arriscadas, jogos proibidos, autonomia da família, reconciliações com a família, problemas reais ou inventados, dificuldades e conquistas...E chegava sempre à mesma conclusão: "Só nos filmes!"
Hoje percebi que isto é a vida real, a minha vida real.. o nosso mundo, tal e qual. Mas o que mais me fez sorrir foi perceber que no meio de tudo isto criei laços com fibras de aço... não sei se são os princípios, a educação ou o meio ambiente que nos unem, não sei se foi o "efeito big-brother", o que vivemos juntos e sentimos juntos, se é resultado de dedicação, atenção e esforço, mas chamo-lhe AMIZADE.
E ao recordar (= trazer ao coração) posso afirmar que já saltámos muros, batalhámos e nos ferimos, que já discutimos e fechámos os olhos, que já ignorámos e sentimos raiva, apontámos o dedo e não compreendemos, já fizemos tudo isso... e isto dá-me ainda mais convicção de que é puro, sincero e eterno. E por mais voltas que a vida dê, venham os ventos que vierem, os rumos divergentes, os caminhos distantes, os cruzamentos... vamos estar sempre no lugar que nada exterior pode abalar, no lugar cativo, o santuário da alma, o CORAÇÃO.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

mensagem...

Carta (Esboço)


Lembro-me agora que tenho que marcar um encontro contigo, num sitio em que ambos nos possamos falar, de facto, sem que nenhuma das ocorrências da vida venha interferir no que temos para nos dizer.
Muitas vezes me lembrei de que esse sitio podia ser, até, um lugar sem nada de especial, como um canto de café, em frente de um espelho que poderia servir de pretexto para reflectir a alma, a impressão da tarde, o último estertor do dia antes de nos despedirmos, quando é preciso encontrar uma fórmula que disfarce o que, afinal, não conseguimos dizer.
É que o amor nem sempre é uma palavra de uso,aquela que permite a passagem à comunicação mais exacta de dois seres, a não ser que nos fale, de súbito, o sentido da despedida, e que cada um de nós leve, consigo, o outro, deixando atrás de si o próprio ser, como se uma troca de almas fosse possívelneste mundo.
Então, é natural que voltes atrás eme peças: "Vem comigo!", e devo dizer-te que muitas vezes pensei isso mesmo, mas era tarde, isto é, a porta tinha-se fechado até outro dia, que é aquele que acaba por nunca chegar, e então as palavras caem no vazio, como se nunca tivessem sido pensadas.
No entanto, ao escrever-te para marcar um encontro contigo, sei que é irremediável o que temos para dizer um ao outro: a confissão mais exacta, que é também a mais absurda, de um sentimento; e, por trás disso, a certeza de que o mundo há-de ser outro no dia seguinte, como se o amor, de facto, pudesse mudar as cores do céu, do mar, da terra, e do próprio dia em que nos vamos encontrar, que há-de ser um dia azul, de verão, em que o vento poderá soprar do norte, como se fosse daí que viessem, nesta altura, as coisas mais precisas, que são as nossas: o verde das folhas e o amarelo das pétalas, o vermelho do sol e o branco dos muros.

Nuno Júdice